- A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, no dia quatro de agosto, gerou preocupações entre os moradores do condomínio em Brasília onde ele reside.
- Moradores relataram, em um grupo de WhatsApp, inquietação com o aumento da movimentação na área e o risco de protestos de apoiadores do ex-presidente.
- A presença constante da imprensa e da Polícia Federal (PF) tem causado incômodo, com mensagens irônicas sobre a situação.
- O local conta com vigilância reforçada e monitoramento constante pela PF, mas moradores se queixam da exposição gerada pela cobertura midiática.
- A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após Bolsonaro violar medidas cautelares em um inquérito sobre tentativa de golpe de Estado.
A decisão do STF que determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, no último domingo (4), trouxe efeitos imediatos não só para o ex-presidente, mas também para seus vizinhos no condomínio fechado onde vive, em Brasília. Moradores relataram, em mensagens de um grupo de WhatsApp do condomínio, preocupação com o aumento da movimentação na região e com o risco de protestos de apoiadores do ex-presidente.
Clima tenso no grupo de moradores
No grupo, que reúne residentes do mesmo condomínio de Bolsonaro, vários moradores reclamaram do transtorno causado pela presença constante da imprensa e da Polícia Federal. Uma das mensagens, enviada logo após a chegada do ex-presidente sob escolta, ironiza: *”Podia levar para a Papuda logo, né?”* — em referência ao presídio federal localizado na capital.
Outros participantes se mostraram apreensivos com a possibilidade de acampamentos e manifestações na entrada do condomínio, cenário semelhante ao que se viu em frente a quartéis no fim de 2022 e início de 2023.
Medidas de segurança e incômodo com a exposição
Desde que a medida foi decretada, o local conta com vigilância reforçada e monitoramento constante por parte da PF. Apesar das garantias de segurança, moradores têm se queixado da exposição do condomínio, especialmente com a presença contínua de equipes de reportagem na porta.
A prisão de Bolsonaro foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, após o ex-presidente violar medidas cautelares impostas no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado. Ele é acusado de obstruir investigações e desrespeitar restrições judiciais, como o uso de celular e contatos com outros investigados.
Apesar da prisão ser em regime domiciliar, a movimentação no entorno da residência reacendeu tensões políticas e dividiu opiniões até entre os vizinhos mais discretos.
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