- Governadores se reuniram em Brasília no dia sete de agosto para discutir a crise institucional no Brasil.
- O encontro foi liderado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e contou com a presença de oito governadores estaduais.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que todos os Poderes devem ceder para resolver a crise, destacando a votação da anistia aos condenados pelos atos golpistas.
- Os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Mauro Mendes, de Mato Grosso, apoiaram a liberdade do Congresso para votar a anistia.
- Tarcísio enfatizou a necessidade de harmonia institucional, mas não respondeu claramente sobre como o Judiciário poderia ceder em suas prerrogativas.
BRASÍLIA – Em meio à crise institucional que o Brasil enfrenta, governadores se reuniram nesta quinta-feira, 7, em Brasília, para discutir soluções. O encontro, liderado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), contou com a presença de oito chefes de governo estaduais, incluindo Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo.
Durante a reunião, Tarcísio defendeu que todos os Poderes devem ceder para resolver a crise, que é intensificada por tensões com os Estados Unidos e pelo julgamento de ações penais relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023, que envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele destacou a importância da votação da anistia aos condenados pelos atos golpistas como uma possível solução.
Os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Mauro Mendes (União), de Mato Grosso, apoiaram a ideia de que o Congresso deve ter liberdade para votar a anistia, considerando isso uma resposta ao “desejo da maioria”. Mendes criticou a declaração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que afirmou que não pautaria um impeachment de ministros do STF, mesmo com o apoio de todos os senadores.
Chamado à Harmonia
Tarcísio enfatizou a necessidade de estabelecer uma harmonia institucional, afirmando que os Poderes devem colaborar para desescalar a crise. Ele ressaltou que não é razoável que, em nome de certos valores, haja agressões a outros princípios fundamentais. Ao ser questionado sobre como o Judiciário poderia ceder em suas prerrogativas, Tarcísio não apresentou uma resposta clara.
Além de Tarcísio, participaram da reunião os governadores Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Ratinho Junior (PSD), do Paraná; Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Wilson Lima (União), do Amazonas. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), estava na lista de convidados, mas não compareceu ao encontro.
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