- A Uber registrou uma denúncia de agressão ou má conduta sexual a cada oito minutos entre 2017 e 2022, totalizando 400.181 casos.
- A empresa reportou apenas 12.522 casos de agressões sexuais graves, omitindo o total de queixas recebidas.
- Documentos internos indicam que a Uber priorizou seu modelo de negócios em vez da segurança dos usuários.
- A chefe de segurança da Uber nas Américas, Hannah Nilles, afirmou que muitos casos não são notificados devido ao medo das vítimas.
- Um caso recente em Houston destacou falhas de segurança, onde uma mulher denunciou ter sido estuprada por um motorista.
A Uber enfrenta um crescente escrutínio sobre sua segurança, com dados alarmantes revelando que a empresa recebeu uma denúncia de agressão ou má conduta sexual a cada oito minutos entre 2017 e 2022. Isso totaliza 400.181 casos registrados, muito além dos números oficialmente divulgados pela plataforma. Apesar de se posicionar como uma opção segura de transporte, a Uber hesitou em implementar medidas eficazes para proteger seus usuários.
Documentos internos e relatos de ex-funcionários indicam que a empresa priorizou a proteção de seu modelo de negócios em detrimento da segurança. A Uber testou ferramentas como algoritmos de pareamento e gravação de vídeo, mas não as implementou de forma abrangente. Em um documento de 2021, a empresa afirmou que seu objetivo não era ser a polícia, mas sim definir um nível de risco aceitável para suas operações.
A empresa reportou apenas 12.522 casos de agressões sexuais graves no mesmo período, omitindo o total de queixas recebidas. A chefe de segurança da Uber nas Américas, Hannah Nilles, reconheceu que muitos casos não são notificados devido ao medo e à vergonha das vítimas. Ela destacou que a maioria das denúncias envolve comportamentos menos graves, mas a empresa não pode ignorar o impacto de qualquer nível de agressão.
Entre as iniciativas consideradas pela Uber, o pareamento de motoristas e passageiras mulheres foi implementado na Arábia Saudita e reduziu significativamente os riscos. No entanto, a expansão dessa política para os EUA foi adiada devido a preocupações com discriminação. A Uber também enfrenta um litígio em grande escala, com mais de 3 mil ações judiciais relacionadas a agressões sexuais, enquanto continua a defender sua classificação de motoristas como contratados independentes.
Recentemente, um caso em Houston destacou falhas graves de segurança, onde uma mulher denunciou ter sido estuprada por um motorista. A empresa, que já havia prometido mais transparência após escândalos anteriores, ainda enfrenta desafios significativos para garantir a segurança de seus usuários.
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