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Deputado revela autismo e diz não ter compreendido motim que causou suspensão

Deputado Marcos Pollon enfrenta possível suspensão após obstrução de mais de 30 horas e alegações sobre sua condição autista

Deputado federal Marcos Pollon (PL-SC) diz que é autista e, por isso, não estava entendendo o que acontecia na Mesa Diretora (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)
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  • O deputado Marcos Pollon (PL-SC) está sendo analisado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados após participar de uma obstrução que durou mais de 30 horas.
  • O protesto visava contestar decisões do governo e pode resultar em sua suspensão por até seis meses.
  • Pollon se declarou autista e afirmou que não compreendeu a situação durante o tumulto na Câmara, quando o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tentava retomar o controle da sessão.
  • Ele justificou sua permanência na cadeira de Motta, alegando que buscava orientação de seu colega Marcel van Hattem (Novo-RS) sobre os procedimentos a serem seguidos.
  • A Mesa Diretora da Câmara está avaliando as denúncias contra Pollon e outros deputados, e a Corregedoria tem um prazo de 48 horas para responder aos pedidos de suspensão.

O deputado Marcos Pollon (PL-SC) está sob análise do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados após participar de uma obstrução que durou mais de 30 horas. O protesto, que visava contestar decisões do governo, resultou em sua possível suspensão por até seis meses, junto com outros parlamentares.

Pollon, que se declarou autista, usou suas redes sociais para justificar sua permanência na cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele afirmou não ter compreendido a situação durante o tumulto, quando Motta tentava retomar o controle da sessão. “Estão dizendo que ele (Marcel van Hattem) me incentivou a ficar lá. Isso é mentira. Eu não estava entendendo o que estava acontecendo”, defendeu Pollon.

O deputado explicou que se sentou na cadeira de Motta para buscar orientação de van Hattem, um colega em quem confia. “Falei: ‘Me orienta, pois havia um rito para a desocupação que não foi cumprido’”, relatou. Pollon também admitiu que havia um acordo para não desocupar o espaço sem uma resposta sobre a anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro.

Consequências e Análises

A Mesa Diretora da Câmara está avaliando as denúncias contra Pollon e outros deputados, incluindo Zé Trovão (PL-SC) e Júlia Zanatta (PL-SC). As punições podem incluir a suspensão de mandatos. A deputada Camila Jara (PT-MS) também está sob análise, embora seu caso seja tratado separadamente.

A situação gerou um debate intenso sobre a responsabilidade dos parlamentares durante as obstruções e a necessidade de um entendimento claro sobre os procedimentos a serem seguidos. A Corregedoria da Câmara tem um prazo de 48 horas para responder aos pedidos de suspensão, que, se aceitos, serão encaminhados ao Conselho de Ética para votação.

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