- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, respondeu a uma nota da Embaixada dos Estados Unidos que criticou Alexandre de Moraes, acusando-o de censura e perseguição política.
- A embaixada afirmou que está “monitorando” a situação e que aliados de Moraes foram “avisados” para não apoiá-lo.
- Dino destacou que embaixadas estrangeiras não devem influenciar a atuação de magistrados brasileiros e defendeu a soberania nacional.
- Ele convocou o encarregado de Negócios da embaixada, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos sobre a nota.
- A situação agrava as tensões nas relações entre Brasil e Estados Unidos, já afetadas por sanções aplicadas a Moraes pela Lei Magnitsky.
Ministro Flávio Dino responde a críticas da Embaixada dos EUA
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, reagiu nesta sexta-feira, 8, a uma nota da Embaixada dos Estados Unidos que acusou o colega Alexandre de Moraes de censura e perseguição política. A embaixada afirmou que está “monitorando” a situação e que aliados de Moraes foram “avisados” para não apoiá-lo.
Dino, em uma postagem no Instagram, destacou que não cabe a embaixadas estrangeiras monitorar ou influenciar a atuação de magistrados brasileiros. Ele enfatizou a importância do respeito à soberania nacional e defendeu que a diplomacia deve ser pautada por moderação e bom senso. “Espero que volte a imperar o diálogo e as relações amistosas entre nações historicamente parceiras”, afirmou.
A nota da embaixada, publicada na quinta-feira, 7, gerou um novo mal-estar nas relações entre Brasil e Estados Unidos, que já enfrentam tensões devido a sanções aplicadas a Moraes pela Lei Magnitsky. Essa legislação impede Moraes de acessar o território americano e de movimentar bens, sendo utilizada para punir violadores de direitos humanos.
Dino convocou o encarregado de Negócios da embaixada, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos sobre a nota. A situação reflete um contexto delicado nas relações bilaterais, especialmente após críticas direcionadas ao STF e à atuação do Judiciário em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O Itamaraty também expressou descontentamento com o tom da publicação, reiterando a necessidade de diálogo.
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