- Andrónico Rodríguez, candidato do Movimento ao Socialismo (MAS) da Bolívia, recebe apoio de estrategistas brasileiros para aumentar suas intenções de voto.
- A equipe de campanha busca reverter a baixa popularidade, que está em apenas 6% a dez dias do primeiro turno, marcado para 17 de agosto.
- Os estrategistas Otávio Antunes, Halley Arres e Chico Kertsz foram contratados para fortalecer a candidatura de Rodríguez, enquanto a direita, com Jorge Quiroga e Samuel Doria Medina, já ultrapassa 20% nas pesquisas.
- A fragmentação da esquerda e a falta de apoio do governo de Luis Arce complicam a situação de Rodríguez, que enfrenta a recomendação de abstenção de Evo Morales.
- A campanha se concentra em uma comunicação eficaz nas redes sociais e na defesa de programas sociais e da soberania boliviana, em um cenário desafiador.
Andrónico Rodríguez, candidato do Movimento ao Socialismo (MAS) da Bolívia, recebe apoio de estrategistas brasileiros em um momento crítico. Com apenas 6% das intenções de voto há dez dias, a equipe busca reverter a tendência negativa antes do primeiro turno, marcado para 17 de agosto.
Os estrategistas Otávio Antunes, Halley Arres e Chico Kertsz, conhecidos por suas atuações em campanhas na América do Sul, foram convocados para fortalecer a candidatura de Rodríguez. A direita, representada por Jorge “Tuto” Quiroga e Samuel Doria Medina, já ultrapassa 20% nas pesquisas, aumentando a pressão sobre a esquerda.
A fragmentação da esquerda é um dos principais desafios enfrentados por Rodríguez. O governo de Luis Arce, que possui apenas 10% de aprovação, não apoia diretamente sua candidatura. Além disso, Evo Morales, ex-presidente e figura central do MAS, prega a abstenção, complicando ainda mais a situação.
Estratégias de Campanha
A equipe brasileira foca em uma comunicação mais ágil nas redes sociais e em uma postura firme contra os candidatos da direita. Rodríguez tem enfatizado a defesa de programas sociais e da soberania boliviana, especialmente em relação a possíveis alianças da direita com os Estados Unidos.
O governo brasileiro, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, observa atentamente a situação na Bolívia. A eleição é crucial para a influência do Brasil na região, especialmente após a derrota da esquerda em outros países sul-americanos, como Argentina e Equador.
A próxima semana será decisiva, com o último debate antes do primeiro turno. As pesquisas ainda mostram Rodríguez abaixo dos 10%, mas a campanha acredita que a chegada dos estrategistas pode ter gerado uma leve melhora nas intenções de voto. O cenário é desafiador, mas a expectativa é de que um “milagre boliviano” possa ocorrer.
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