- Eyal Zamir foi nomeado chefe do Estado-Maior do Exército de Israel em fevereiro, após a renúncia de Herzl Halevi.
- Zamir enfrenta críticas por sua posição contra a ocupação militar na Faixa de Gaza, defendendo a proteção de vidas.
- Ele expressou preocupações sobre a expansão da guerra e os riscos para os reféns, citando um incidente anterior em que seis reféns foram mortos.
- O general sugere que o Exército deve realizar incursões pontuais em áreas populosas para limitar a ação do Hamas.
- Sua postura contrasta com as expectativas de membros do governo que desejavam uma abordagem mais agressiva.
Eyal Zamir, nomeado chefe do Estado-Maior do Exército de Israel em fevereiro, enfrenta críticas por sua postura em relação à ocupação militar na Faixa de Gaza. A sua nomeação ocorreu após a renúncia de Herzl Halevi, que admitiu falhas no comando durante o ataque do Hamas em outubro de 2023.
Zamir, que era a escolha preferida do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, expressou preocupações sobre a expansão da guerra e suas consequências para os reféns. Ele defende que o Exército deve se posicionar em áreas populosas e realizar incursões pontuais para limitar a ação do Hamas, evitando assim um aumento da violência. “Estamos lidando com questões de vida ou morte”, afirmou Zamir, enfatizando a proteção de civis e soldados israelenses.
O general teme que uma ocupação total da Faixa de Gaza coloque em risco a vida dos reféns, lembrando que, em um incidente anterior, seis reféns foram mortos quando as forças israelenses se aproximaram de um túnel onde estavam detidos. Além disso, a pressão de uma ocupação prolongada pode agravar a situação do Exército, que já enfrenta um aumento nos casos de suicídio entre soldados.
Zamir tem um histórico militar significativo, tendo começado sua carreira em 1984 e ocupado diversos cargos de comando, incluindo o de secretário militar de Netanyahu. Sua trajetória inclui a liderança do Comando Sul, onde respondeu a protestos em Gaza, resultando em mortes e ferimentos de civis. A sua postura atual, contrária à ocupação, contrasta com as expectativas de alguns membros do governo, que esperavam uma abordagem mais agressiva.
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