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Frente ambientalista critica vetos de Lula ao licenciamento ambiental e espera mais

Governo enfrenta pressão para garantir proteção ambiental após veto parcial e novas medidas que podem acelerar licenciamento de projetos estratégicos

Presidente Lula (PT) em evento no Palácio do Planalto (Foto: Pedro Ladeira - 30.jul.25/Folhapress)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou parcialmente um projeto que buscava flexibilizar o licenciamento ambiental no Brasil.
  • A Frente Parlamentar Mista Ambientalista considera os vetos insuficientes e afirma que a decisão é um “freio parcial à boiada”.
  • Entre os vetos, estão a manutenção do direito à consulta de povos indígenas e quilombolas, e a preservação da Lei da Mata Atlântica.
  • O governo também anunciou uma medida provisória que acelera o licenciamento, permitindo a emissão da Licença Ambiental Especial para empreendimentos estratégicos, o que gerou críticas.
  • A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil expressou descontentamento com a não revogação total do projeto de lei, destacando a responsabilidade do Congresso em relação aos direitos constitucionais.

O licenciamento ambiental no Brasil continua a ser um tema polêmico, especialmente após o veto parcial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que buscava sua flexibilização. A Frente Parlamentar Mista Ambientalista considera os vetos insuficientes e afirma que a decisão do governo representa um “freio parcial à boiada”.

Entre os vetos, destacam-se a manutenção do direito à consulta de povos indígenas e quilombolas, a preservação da Lei da Mata Atlântica e a limitação da Licença por Adesão e Compromisso. Contudo, o governo também anunciou uma medida provisória que acelera o processo de licenciamento, permitindo a emissão da Licença Ambiental Especial (LAE) para empreendimentos considerados estratégicos. Essa mudança gerou críticas, pois pode comprometer a análise de riscos ambientais.

Críticas e Preocupações

A Frente Ambientalista alerta que a LAE pode abrir brechas para danos irreversíveis aos ecossistemas. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) vê os vetos como um sinal positivo, mas critica a LAE, que pode facilitar a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. O diretor do Ipam, André Guimarães, destaca que a medida pode ser um atalho para autorizações de alto impacto.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) expressou descontentamento com a não revogação total do projeto de lei. O coordenador executivo, Dinamam Tuxá, enfatiza que a responsabilidade agora recai sobre o Congresso, que continua a promover medidas que podem violar direitos constitucionais.

Próximos Passos

O governo também propôs um projeto de lei de urgência constitucional para ajustar a legislação e evitar “vácuos”. O Congresso decidirá sobre os vetos e as novas normas. A especialista em políticas públicas do Greenpeace Brasil, Gabriela Nepomuceno, ressalta a importância de manter a pressão sobre o Congresso para garantir um marco legal robusto para o licenciamento ambiental.

A presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell, acredita que o governo atendeu a algumas preocupações da sociedade, mas alerta que a fase mais crítica agora é a reação do Congresso. A manutenção da LAE, mesmo com alterações, é vista como um retrocesso com efeitos práticos imediatos.

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