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Gaza: entenda a história do território e seus antigos governantes

Israel intensifica controle sobre a Cidade de Gaza, enquanto a ONU exige a retirada imediata da presença israelense na região

Crianças palestinas perto de campo de refugiados em Rafah, sul do território, em 30 de março de 2024. (Foto: AFP/AFP)
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  • O gabinete político e de segurança de Israel aprovou um plano para assumir o controle da Cidade de Gaza em 8 de dezembro de 2023.
  • A ONU reafirmou que o território pertence aos palestinos e pediu o fim da presença israelense.
  • A Faixa de Gaza, com cerca de 365 quilômetros quadrados e mais de 2 milhões de habitantes, é um foco de tensão no Oriente Médio.
  • A crise humanitária na região se agrava, com escassez de água, energia e medicamentos, e hospitais enfrentam colapso.
  • A Confederação Israelita do Brasil considerou a resolução da ONU “equivocada” e defendeu que as acusações de genocídio em Gaza são infundadas.

O gabinete político e de segurança de Israel aprovou, em 8 de dezembro de 2023, um plano para assumir o controle da Cidade de Gaza, gerando reações internacionais. A ONU reafirmou que o território pertence aos palestinos e pediu o fim da presença israelense.

A Faixa de Gaza, com cerca de 365 km² e mais de 2 milhões de habitantes, é um dos principais focos de tensão no Oriente Médio. Desde 2007, o Hamas controla a região, após um histórico de ocupações por diversos atores, incluindo Israel e o Egito. A escalada de violência começou em outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, resultando em uma resposta militar massiva por parte do país.

A ONU considera que a Faixa de Gaza deve ser um Estado palestino, conforme o relatório History of the Question of Palestine. A retirada israelense em 2005 não encerrou o domínio, segundo a organização, que aponta o bloqueio contínuo como uma forma de ocupação. Em 2024, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução exigindo o fim da “presença ilegal” de Israel em Gaza.

A crise humanitária na região se agrava, com escassez de água, energia e medicamentos. Organizações como Human Rights Watch e Médicos Sem Fronteiras alertam para o colapso do sistema de saúde, com hospitais sobrecarregados e alvos de ataques. O Brasil, por meio do Itamaraty, manifestou preocupação com a situação, afirmando que a comunidade internacional não pode permanecer inerte diante das atrocidades.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) reagiu à resolução da ONU, considerando-a “equivocada” e sem base legal, e defendeu que as acusações de genocídio em Gaza são infundadas. A tensão entre as partes continua a aumentar, refletindo a complexidade do conflito na região.

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