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Gleisi alerta sobre possível saída de União e PP do governo em 2026

Gleisi Hoffmann alerta sobre risco de desembarque parcial de PP e União Brasil, enquanto defende Haddad e projetos prioritários do governo

Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
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  • A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, alertou sobre o risco de um desembarque parcial dos partidos PP e União Brasil da base do governo Lula durante o Fórum JOTA em São Paulo, em 8 de agosto.
  • Gleisi afirmou que, apesar da possibilidade de saída, não será total e pediu união entre os que permanecerem até 2026.
  • Os partidos PP e União Brasil estão formando a federação União Progressista e controlam três ministérios e 110 cadeiras na Câmara dos Deputados.
  • A ministra repudiou manobras da direita e defendeu a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em São Paulo.
  • Gleisi destacou projetos prioritários do governo, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a PEC da Segurança Pública, que aguardam votação.

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, alertou sobre o risco de um desembarque parcial dos partidos PP e União Brasil da base do governo Lula. A declaração foi feita durante sua participação no Fórum JOTA, em São Paulo, nesta sexta-feira, 8. Gleisi afirmou que, embora exista a possibilidade de saída, não será total, e pediu que os que permanecerem no governo caminhem juntos em 2026.

Os dois partidos, que estão formando a federação União Progressista para as próximas eleições, controlam três ministérios e ocupam 110 cadeiras na Câmara dos Deputados. A fala de Gleisi surge em um momento de tensão na base aliada, com parlamentares de PP e União se unindo a um movimento bolsonarista que tentou paralisar o Legislativo em apoio à anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desafios e Prioridades

Durante o evento, Gleisi repudiou as manobras da direita e enfatizou que o país não pode ser refém da família Bolsonaro. A ministra também abordou os desafios para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o PT não escolhe adversários nas urnas e que enfrentará qualquer candidato, seja da família Bolsonaro ou apoiado por eles.

Ela defendeu a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em São Paulo, embora não tenha especificado o cargo. Sobre a possibilidade de Geraldo Alckmin (PSB) integrar novamente a chapa de Lula, Gleisi afirmou que o governo não está discutindo nomes de vice no momento, mas elogiou a atuação do ministro nas negociações com os Estados Unidos.

Projetos Prioritários

Gleisi destacou ainda que o governo tem uma série de projetos prioritários a serem aprovados até o final do mandato. Entre eles, está o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais por mês. O texto, relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), já foi aprovado em comissão e aguarda votação no plenário da Câmara.

Outras matérias urgentes mencionadas incluem o fim da escala de trabalho 6 x 1, proposta pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP), e a PEC da Segurança Pública, elaborada pelo Executivo e relatada pelo deputado Mendonça Filho (União-PE).

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