- A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a obstrução da oposição no Congresso, que durou mais de 30 horas, visando pressionar a votação de medidas que poderiam beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por violar restrições do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Gleisi afirmou que o país não pode ser refém da família Bolsonaro e destacou que as propostas da oposição incluem anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
- A embaixada dos Estados Unidos está monitorando a situação e alertou sobre possíveis sanções a ministros do STF, após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
- Gleisi também criticou o deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos, acusando-o de tentar interferir no julgamento do STF e sugerindo sua cassação.
- A ministra reafirmou a determinação do governo em resistir às tentativas de desestabilização promovidas pela família Bolsonaro.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a obstrução da oposição no Congresso, que se estendeu por mais de 30 horas, com o intuito de pressionar a votação de medidas que poderiam beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por violar restrições do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante sua participação no Fórum Jota: Agenda Econômica, Gleisi afirmou: “O País não pode ficar refém da família Bolsonaro nem dos ataques que eles estão fazendo”.
Entre as propostas defendidas pela oposição estão a anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado. Apesar das reivindicações, os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente, ainda não demonstraram interesse em pautar o que é chamado de “pacote da paz”.
Críticas a Eduardo Bolsonaro
Gleisi também se manifestou contra o deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos e, segundo ela, tenta interferir no julgamento do STF em que seu pai é réu. “Uma vergonha o que o Eduardo Bolsonaro está fazendo, um traidor da pátria”, declarou a ministra, sugerindo que ele deveria ser cassado. A embaixada dos EUA afirmou estar “monitorando de perto” a situação e alertou sobre possíveis sanções a aliados de Moraes.
A tensão política se intensificou com a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e sanções a ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, através da Lei Magnitsky. Essas ações refletem uma estratégia de coerção econômica por parte do governo americano, que também restringiu os vistos de outros sete ministros do STF.
Gleisi concluiu que a família Bolsonaro busca desestabilizar o País e reafirmou a determinação do governo em resistir a essa tentativa de golpe.
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