- A primeira-dama Janja Lula da Silva pediu mais mulheres na política durante o evento “Energia Delas”, da Petrobras, no Rio de Janeiro.
- Atualmente, apenas 17,7% dos deputados e 7,5% das câmaras municipais são compostas por mulheres.
- A ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Edilene Lôbo, destacou a importância da presença de mulheres, especialmente negras, na democracia.
- A Petrobras agora tem maioria feminina em sua diretoria, com cinco das nove posições ocupadas por mulheres.
- Janja criticou a falta de paridade no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mencionou a violência política de gênero, que recebeu 63 denúncias na Câmara dos Deputados desde 2013.
A primeira-dama Janja Lula da Silva enfatizou a urgência de aumentar a presença feminina na política brasileira durante o evento “Energia Delas”, promovido pela Petrobras no Rio de Janeiro. Ela destacou que apenas 17,7% dos deputados são mulheres e 7,5% nas câmaras municipais, ressaltando a necessidade de mobilização contra a violência política de gênero. “Não teremos potência para votar leis que impactam nossas vidas se não tivermos mais mulheres no Parlamento”, afirmou.
O evento reuniu autoridades e representantes da sociedade civil para discutir estratégias que ampliem a participação feminina em esferas governamentais e empresariais. A ministra do TSE, Edilene Lôbo, lembrou que a democracia só será autêntica quando mulheres, especialmente negras, ocuparem os espaços que representam. Atualmente, 6% da magistratura é composta por mulheres negras.
A Petrobras, organizadora do evento, agora possui maioria feminina em sua diretoria, com cinco das nove posições ocupadas por mulheres, incluindo a presidente Magda Chambriard. Ela mencionou a lei que garante 30% das vagas em conselhos de administração de estatais para mulheres, embora a Petrobras ainda tenha nove homens entre seus 11 conselheiros.
Janja também criticou a falta de paridade no governo do marido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi alvo de críticas por não nomear mulheres para o STF e pela alta taxa de demissão de ministras. “Não sei que medo esses homens têm do 50/50”, disse, referindo-se à necessidade de igualdade de gênero nos espaços de decisão.
A violência política de gênero continua a ser uma preocupação crescente no Brasil. Desde 2013, a Câmara dos Deputados recebeu 63 denúncias sobre o tema, um número considerado baixo em comparação com a realidade enfrentada por mulheres em diversas esferas. A pesquisa da Unirio revelou que, durante a campanha eleitoral de 2024, 71% das vítimas de violência política eram homens, refletindo a predominância masculina na política.
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