- O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, afirmou que seu sétimo mandato, que termina em 2030, será o último.
- Em entrevista à revista americana TIME, ele negou a possibilidade de uma nova candidatura e desmentiu rumores sobre seu filho, Nikolai, ser preparado como sucessor.
- Lukashenko sugeriu que mudanças políticas devem ocorrer de forma gradual, sem desestabilizações.
- Desde 1994, ele foi reeleito sete vezes em eleições controversas, com alegações de repressão a opositores.
- Atualmente, cerca de 1.200 prisioneiros políticos estão detidos em Belarus, muitos após as eleições de 2020, consideradas fraudulentas pela comunidade internacional.
O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, indicou que seu sétimo mandato, que termina em 2030, deve ser o último. Durante uma entrevista à revista americana TIME, Lukashenko afirmou que não planeja uma nova candidatura que prolongue seu governo. Ele também negou rumores sobre a preparação de seu filho, Nikolai, como sucessor, afirmando que “não, ele não é um sucessor”.
O líder bielorrusso sugeriu que mudanças políticas devem ocorrer de forma gradual, sem rupturas abruptas. “Não vejo problemas em um sucessor ter orientações políticas diferentes”, disse Lukashenko, ressaltando que é importante que qualquer transição não cause desestabilização imediata.
Desde que assumiu o poder em 1994, Lukashenko foi reeleito sete vezes em pleitos marcados por controvérsias e alegações de repressão a opositores. Grupos de direitos humanos relatam que cerca de 1.200 prisioneiros políticos estão detidos em Belarus, muitos deles após as eleições de 2020, amplamente consideradas fraudulentas pela comunidade internacional. O regime tem sido criticado por prender opositores e forçar outros a deixar o país.
Além disso, Lukashenko mantém uma estreita aliança com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, permitindo que tropas russas utilizem o território bielorrusso para operações na Ucrânia. Essa relação tem gerado preocupações sobre a soberania de Belarus e a situação dos direitos humanos no país.
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