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Lula homenageia filho de Vladimir Herzog em Brasília após 50 anos de assassinato

Lula homenageará vítimas da ditadura em ato inter-religioso na Catedral da Sé, marcando os 50 anos da morte de Vladimir Herzog

Presidente Lula (PT) e Ivo Herzog (Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação PR)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participará de um ato inter-religioso em 25 de outubro.
  • O evento marcará os 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar em 1975.
  • A cerimônia ocorrerá na Catedral da Sé, em São Paulo, e homenageará também familiares de mortos e desaparecidos durante o regime militar.
  • Ivo Herzog, filho de Vladimir, convidou Lula durante um encontro, e o presidente se comprometeu a comparecer.
  • O ato será organizado pela Comissão Arns e pelo Instituto Vladimir Herzog, com a presença de artistas e figuras religiosas que lutaram pela democracia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará de um ato inter-religioso em 25 de outubro para marcar os 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar em 1975. O evento ocorrerá na Catedral da Sé, em São Paulo, e homenageará também os familiares de mortos e desaparecidos durante o regime militar.

Ivo Herzog, filho de Vladimir, fez o convite ao presidente durante um encontro emocionante. Lula recordou o clima de medo da época e se comprometeu a comparecer. “Ele falou que vai fazer o possível para estar com a gente no dia 25”, afirmou Ivo. O ato será organizado pela Comissão Arns e pelo Instituto Vladimir Herzog, com a presença do arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer.

Homenagens e Participações

O evento contará com a participação de artistas como João Bosco e Cida Moreira, além do Coral Luther King. A cerimônia também prestará tributo a figuras religiosas que se destacaram na luta pela democracia, como dom Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel e o pastor James Wright, que serão homenageados.

A data do ato coincide com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por sua defesa da ditadura militar e por sua tentativa de golpe de Estado. A morte de Herzog, que ocorreu no DOI-Codi, se tornou um marco na luta pela democracia no Brasil, e a missa de sétimo dia do jornalista reuniu mais de 8.000 pessoas na Catedral da Sé, simbolizando a resistência contra a repressão.

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