- Mais de um milhão de migrantes deixaram os Estados Unidos por conta própria desde que Donald Trump reassumiu a presidência.
- A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, anunciou a implementação do aplicativo CBP Home, que incentiva a “autodeportação” com assistência para a viagem e um bônus de US$ 1.000.
- O governo registrou um aumento nas detenções de migrantes, com operações em tribunais e locais de trabalho, e mais de 70% dos detidos têm acusações ou condenações criminais.
- A administração considera a política de Trump um sucesso, com a promessa de recorde de deportações e um orçamento elevado para o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE).
- Protestos contra a política migratória ocorreram em várias cidades, especialmente na Califórnia, onde organizações criticam as condições nos centros de detenção.
Mais de um milhão de migrantes deixaram os Estados Unidos por conta própria desde que o presidente Donald Trump reassumiu o cargo, conforme anunciado pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. Desde janeiro, o governo implementou uma política migratória rigorosa, incluindo o uso do aplicativo CBP Home, que incentiva a “autodeportação”.
Noem afirmou que “sabemos que milhares de pessoas usaram o aplicativo”, que oferece assistência para a viagem e um bônus de US$ 1.000 para aqueles que optam por deixar o país voluntariamente. O programa foi criado em resposta a desafios logísticos enfrentados pelo governo na execução de deportações em massa. O CBP Home é uma atualização do CBP One, que facilitava a entrada legal de solicitantes de asilo durante a administração anterior.
A secretária destacou que, com a nova política, houve um aumento significativo nas detenções de migrantes, com operações em tribunais e locais de trabalho. Noem declarou que “centenas de milhares de criminosos ilegais” foram presos, e mais de 70% dos imigrantes detidos têm acusações pendentes ou condenações criminais.
A política de Trump, que promete um recorde de deportações, é considerada um sucesso pela administração. Noem afirmou que, em três meses consecutivos, não houve entrada de migrantes ilegais nos EUA, uma situação inédita. Para reforçar a segurança na fronteira, o governo destinou um orçamento recorde ao ICE e planeja contratar 10 mil novos oficiais.
Entretanto, a ofensiva contra imigrantes gerou protestos em várias cidades, especialmente na Califórnia, onde as chamadas “cidades santuário” resistem à cooperação com as autoridades federais. Organizações não governamentais também criticam as condições nos centros de detenção, relatando superlotação e falta de higiene básica.
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