- A Operação Rota das Sombras desmantelou um esquema de transporte clandestino do Comando Vermelho na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio.
- A ação resultou na prisão de quatro pessoas e na apreensão de R$ 300 mil.
- O aplicativo Rotax Mobili coagia mais de 300 mototaxistas a se cadastrarem, gerando lucros mensais de até R$ 1 milhão para a facção.
- O esquema era dividido em dois núcleos: um controlava os mototaxistas por meio de ameaças e extorsões, e o outro gerenciava as finanças.
- A operação mobilizou agentes da 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) e contou com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais.
Policiais civis do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) deflagraram, nesta sexta-feira, a Operação Rota das Sombras, que desmantelou um esquema de transporte clandestino operado pelo Comando Vermelho (CV) na Vila Kennedy, Zona Oeste do Rio. A ação resultou na prisão de quatro pessoas e na apreensão de R$ 300 mil.
As investigações revelaram que o aplicativo Rotax Mobili era utilizado para coagir mais de 300 mototaxistas a se cadastrarem, gerando lucros mensais de até R$ 1 milhão para a facção. O serviço impedia a atuação de plataformas legais, como Uber e 99, forçando os moradores a utilizarem o sistema ilegal.
Estrutura do Esquema
O esquema criminoso era dividido em dois núcleos. Um grupo controlava os mototaxistas por meio de ameaças e extorsões, enquanto outro gerenciava as finanças, repassando os lucros ao chefe do tráfico local. Para dar aparência de legalidade, empresas de fachada eram utilizadas nas operações financeiras.
A operação mobilizou agentes da 34ª DP (Bangu), que cumpriram sete mandados de prisão temporária e doze de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais e residências na Zona Oeste, em Niterói e no interior do estado. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de outras unidades da polícia.
O aplicativo, que operou por cerca de três meses, foi banido das plataformas digitais durante a operação. O delegado Alexandre Netto, titular da 34ª DP, destacou que o sistema tinha um núcleo financeiro estruturado, utilizando pagamentos via Pix. As denúncias que levaram à operação vieram de moradores e mototaxistas insatisfeitos com a imposição do aplicativo.
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