- O senador Romário (PL-RJ) afirmou que não rompeu relações com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e não apoiará o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
- Ele destacou que não deve “nada a ninguém” e que seu foco está em pautas como esporte, saúde e inclusão.
- A oposição no Senado já conta com 41 assinaturas para o pedido de impeachment, número suficiente para a abertura do processo.
- A decisão sobre o andamento do pedido cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que já indicou que não pretende pautar o tema.
- O impeachment de um ministro do STF segue a Lei 1.079/1950, mas até hoje nenhum ministro foi destituído.
O senador Romário (PL-RJ) reafirmou nesta sexta-feira, 8, que não rompeu relações com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar da pressão de bolsonaristas para que assine o pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. Romário declarou que não deve “nada a ninguém” e que continua focado em pautas como esporte, saúde e inclusão.
A declaração surge em um momento em que a oposição no Senado já conta com 41 assinaturas para o impeachment de Moraes, número que representa a maioria simples necessária para a abertura do processo. Contudo, a decisão final cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que já manifestou a intenção de não pautar o tema.
Romário, que não endossou a ofensiva contra Moraes, destacou que sua relação com o PL permanece sólida e que não apagou postagens com Bolsonaro. Ele também mencionou que as fotos da campanha foram publicadas apenas nos stories, e não no feed de suas redes sociais.
Mobilização da Oposição
A oposição, liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), anunciou que a 41ª assinatura do pedido de impeachment foi obtida de Laércio Oliveira (PP-SE). Após alcançar esse número, a oposição decidiu desmobilizar a ocupação que realizava no plenário do Senado. Mesmo com a maioria dos senadores apoiando o pedido, o processo permanece estagnado, aguardando a decisão de Alcolumbre.
O impeachment de um ministro do STF é regido pela Lei 1.079/1950, que estabelece um processo que inclui a aceitação do pedido pelo presidente do Senado, a leitura em plenário e a votação em comissão. Apesar de ser um mecanismo previsto em lei, nenhum ministro do STF foi destituído até hoje. O avanço do pedido foi impulsionado pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, determinada por Moraes.
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