- Uma proposta legislativa no Senado visa tornar obrigatória a atuação de dubladores profissionais em obras estrangeiras exibidas no Brasil.
- A iniciativa busca proteger a dublagem brasileira da concorrência da inteligência artificial.
- A dubladora Adriana Torres, com mais de 30 anos de experiência, é a autora da proposta e defende a importância da dublagem para a acessibilidade e identidade cultural.
- A proposta, apresentada em 24 de abril, já obteve 20 mil apoios e aguarda um relatório do senador Magno Malta na Comissão de Direitos Humanos.
- Além de garantir a atuação de dubladores, a proposta sugere incentivos fiscais para a capacitação desses profissionais.
Proteger a dublagem brasileira da crescente concorrência da inteligência artificial (IA) é o foco de uma proposta legislativa que está sendo analisada no Senado. A ideia, apresentada no portal e-Cidadania, visa tornar obrigatória a atuação de dubladores profissionais em obras estrangeiras exibidas no Brasil. O objetivo é preservar empregos, identidade cultural e qualidade artística do audiovisual nacional.
A proposta foi elaborada pela dubladora Adriana Torres, que possui mais de 30 anos de experiência na área. Ela defende que a dublagem é fundamental para a acessibilidade das obras e para a preservação da identidade linguística do país. Adriana ressalta que a substituição de vozes humanas por IA representa uma ameaça aos profissionais da dublagem e um risco à qualidade artística. Segundo ela, produções realizadas com IA foram rejeitadas pelo público devido à falta de autenticidade.
A ideia legislativa, apresentada em 24 de abril, conseguiu reunir os 20 mil apoios necessários até 15 de maio para se tornar uma sugestão legislativa. Agora, a proposta aguarda um relatório do senador Magno Malta (PL-ES) na Comissão de Direitos Humanos (CDH). Se aprovada, a sugestão será convertida em projeto de lei e seguirá para tramitação nas comissões temáticas.
Além de garantir a atuação de dubladores, a proposta sugere a concessão de incentivos fiscais para investimentos na capacitação desses profissionais. A iniciativa busca não apenas proteger a dublagem, mas também fomentar o desenvolvimento de habilidades na área, assegurando um futuro mais sólido para a profissão no Brasil.
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