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Trump autoriza uso de força militar do Exército contra cartéis na América Latina

Trump autoriza operações militares do Pentágono contra cartéis de drogas na América Latina e aumenta recompensa por informações sobre Maduro

O presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP)
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma diretriz secreta para o Pentágono intensificar operações militares contra cartéis de drogas na América Latina, considerados organizações terroristas.
  • A decisão permite ações militares diretas fora do território americano e segue uma pressão por uma abordagem mais agressiva contra o crime organizado.
  • O Cartel de los Soles, vinculado ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi adicionado à lista de organizações terroristas.
  • O governo dos EUA aumentou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões, acusando-o de narcotráfico.
  • A procuradora-geral, Pam Bondi, e o secretário de Estado, Marco Rubio, destacaram a gravidade da situação, enquanto a presidente do México, Claudia Sheinbaum, se opôs à presença militar americana em seu país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma diretriz secreta que autoriza o Pentágono a intensificar operações militares contra cartéis de drogas na América Latina, considerados pelo governo americano como organizações terroristas. A decisão, revelada pelo jornal *The New York Times* nesta sexta-feira, 8, abre caminho para ações militares diretas fora do território americano.

Desde que reassumiu a presidência, Trump tem pressionado por uma abordagem mais agressiva contra o crime organizado. Em janeiro, ele já havia solicitado que sua equipe se preparasse para invocar uma antiga lei de guerra, permitindo deportações de supostos membros de gangues sem julgamento. Em fevereiro, o governo designou seis cartéis mexicanos e duas gangues latino-americanas como terroristas, incluindo o Tren de Aragua e a Mara Salvatrucha (MS-13).

Ações Contra Nicolás Maduro

Recentemente, o Cartel de los Soles, vinculado ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi adicionado à lista de organizações terroristas. O governo dos EUA também aumentou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, agora fixada em US$ 50 milhões. Segundo Washington, Maduro teria violado leis de narcóticos e se mantido no poder de forma não democrática.

A procuradora-geral, Pam Bondi, acusou Maduro de ter ligações com grupos criminosos e afirmou que a DEA apreendeu 30 toneladas de cocaína associadas ao presidente venezuelano. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, desqualificou as acusações, chamando-as de uma “cortina de fumaça”.

Reações e Implicações

A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, destacou que a prioridade de Trump é a proteção da pátria, justificando a classificação dos cartéis como uma ação ousada. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que não permitirá a presença militar americana em seu território, enfatizando a importância da cooperação sem invasões.

O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou a necessidade de tratar os cartéis como organizações terroristas armadas, ressaltando que a questão é uma questão de segurança nacional. Congressistas republicanos têm pressionado por uma postura mais firme contra o narcotráfico, enquanto a situação continua a evoluir na América Latina.

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