- André Luis Sales Cunha foi condenado a 18 anos de prisão por tráfico humano, aliciando brasileiros com falsas promessas de emprego na Tailândia e levando-os a Mianmar.
- Recentemente, o sigilo da decisão, proferida em maio, foi levantado pelo Ministério Público Federal (MPF).
- Cunha atuou como aliciador e levou 12 brasileiros ao KK Park, onde enfrentaram condições de trabalho análogas à escravidão.
- As vítimas eram forçadas a realizar fraudes cibernéticas e tinham seus passaportes confiscados, acumulando dívidas de até US$ 7.500.
- Após denúncias, Cunha foi preso em Mianmar e enviado de volta ao Brasil, onde sua pena foi mantida em 18 anos e 11 meses pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).
André Luis Sales Cunha foi condenado a 18 anos de prisão por seu envolvimento em um esquema de tráfico humano que aliciava brasileiros com falsas promessas de emprego na Tailândia, levando-os a Mianmar. A decisão, proferida em maio, teve seu sigilo levantado recentemente pelo Ministério Público Federal (MPF).
Cunha, que também foi vítima dos criminosos, atuou como aliciador, levando 12 brasileiros ao KK Park, um local onde enfrentaram condições de trabalho análogas à escravidão. No complexo, os aliciados eram forçados a realizar fraudes cibernéticas contra estrangeiros, especialmente nos Estados Unidos. O MPF revelou que Cunha recebia US$ 500 por cada compatriota que conseguia trazer para o local.
As vítimas relataram jornadas exaustivas, ameaças e agressões. Os passaportes eram confiscados, e as dívidas acumuladas com alimentação e medicamentos chegavam a US$ 7.500, o equivalente a R$ 40 mil. O KK Park, descrito como um “complexo militar”, contava com vigilância armada e impunha multas por atrasos e descumprimento de metas, resultando em salários muito inferiores aos prometidos.
Após denúncias, Cunha foi preso em Mianmar e enviado de volta ao Brasil, onde foi detido ao chegar no aeroporto de Guarulhos. Sua defesa solicitou a redução da pena, mas o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) manteve a condenação em 18 anos e 11 meses. A defesa não se manifestou sobre o caso.
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