- O diplomata aposentado Paulo Roberto de Almeida criticou a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, chamando-a de “instância revisora e censória” da política interna.
- Almeida destacou a ingerência americana e a tentativa de intimidar o governo atual, mencionando a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal.
- Ele citou o ministro Alexandre de Moraes como alvo de avisos da embaixada para não apoiar certas decisões.
- O encarregado de Negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, foi convocado para uma reunião no Itamaraty, onde a diplomacia brasileira expressou indignação com postagens do Departamento de Estado.
- Almeida, que foi demitido em 2019 da presidência do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, atribuiu sua saída a críticas à política externa do governo.
O diplomata aposentado Paulo Roberto de Almeida criticou a atuação da embaixada dos EUA no Brasil, afirmando que ela se tornou uma “instância revisora e censória” da política interna brasileira. A declaração foi feita em um post em sua rede social, onde destacou a ingerência americana e a tentativa de intimidar o governo atual. Almeida, que já foi ministro-conselheiro na embaixada brasileira em Washington, afirmou que nunca havia visto algo semelhante.
Em seu texto, Almeida mencionou que a gestão de Donald Trump busca interferir na política interna do Brasil, alertando sobre a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal. Ele citou o caso do ministro Alexandre de Moraes, que teria sido alvo de avisos da embaixada para não apoiar certas decisões. O diplomata sugeriu que o Brasil deveria enviar uma cópia da Convenção de Viena à Casa Branca, em vez de protestos formais.
Reunião no Itamaraty
Nesta sexta-feira, o encarregado de Negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, foi convocado para uma reunião no Itamaraty. Durante o encontro, a diplomacia brasileira expressou sua profunda indignação com postagens recentes do Departamento de Estado e da embaixada americana nas redes sociais. Almeida, que foi demitido em 2019 da presidência do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Ipri), atribuiu sua saída a críticas à política externa do governo e a Olavo de Carvalho.
A situação evidencia as tensões nas relações entre Brasil e EUA, especialmente em um contexto onde a política externa brasileira é frequentemente questionada. A crítica de Almeida reflete um descontentamento crescente com a influência americana nas decisões internas do país.
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