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Ex-prefeito de BH é condenado por improbidade e perde direitos políticos

Alexandre Kalil enfrenta condenação por improbidade administrativa e pode ter impacto em sua candidatura ao governo em 2026

Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, em 25/05/2022 — Foto: Washington Alves/Light Press
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  • Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, foi condenado à perda dos direitos políticos por cinco anos por improbidade administrativa.
  • A condenação se deve ao descumprimento de uma ordem judicial sobre um condomínio que impedia o acesso a vias públicas.
  • A decisão foi proferida em primeira instância e envolve a instalação ilegal de cancelas no Clube dos Caçadores.
  • Kalil e o condomínio devem pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos e não podem contratar ou receber benefícios do poder público.
  • O ex-prefeito alega que a condenação é motivada politicamente e que a decisão é desproporcional, especialmente em um momento em que considera uma nova candidatura ao governo em 2026.

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, foi condenado à perda dos direitos políticos por cinco anos devido a improbidade administrativa. A decisão, proferida em primeira instância, resulta do descumprimento de uma ordem judicial relacionada a um condomínio que restringiu o acesso a vias públicas. A ação foi movida pelo Ministério Público de Minas Gerais e envolve a instalação ilegal de cancelas e guaritas no Clube dos Caçadores, um condomínio de alto padrão.

Kalil, que já havia sido derrotado nas eleições de 2022 para o governo de Minas Gerais, enfrenta agora um novo revés. A sentença determina que ele e o condomínio não podem contratar ou receber benefícios do poder público, além de terem que pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. O ex-prefeito alega que a condenação tem motivações políticas, afirmando que a decisão judicial é desproporcional e ocorre em um momento em que ele lidera pesquisas para uma possível candidatura ao governo em 2026.

Detalhes da Condenação

A condenação se baseia na omissão de Kalil em cumprir uma decisão judicial de 2020, que determinava a desobstrução de vias e praças públicas ocupadas ilegalmente. Embora a permissão para o uso do espaço público tenha sido revogada, a Justiça considerou que houve negligência na administração municipal. A defesa de Kalil argumenta que não houve dolo, citando a falta de intimação pessoal e a ausência de competência para a arrecadação de tributos, mas a sentença contestou esses pontos.

A decisão ainda é passível de recurso e pode ser levada ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Enquanto isso, Kalil continua a se posicionar como um potencial candidato, especialmente com a possibilidade de apoio do PT, que busca um “plano B” para as próximas eleições, caso o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, não se lance como candidato.

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