- A funkeira Vanessa Panisset, com dez anos de carreira, expressou preocupação com a popularização do funk.
- Em um manifesto, ela afirmou que a ascensão do gênero ao mainstream pode levar ao apagamento de suas raízes culturais.
- Vanessa destacou o risco de “embranquecimento” do funk, que é uma expressão das comunidades negras.
- A artista mencionou a necessidade de reconhecer a história e a resistência que o funk representa.
- Karol G, ao explorar o funk brasileiro, é vista como uma figura controversa nesse debate sobre apropriação cultural.
Com uma carreira de aproximadamente dez anos, a funkeira Vanessa Panisset levantou um debate importante sobre a popularização do funk. Em um manifesto, ela afirmou que “Agora que o funk é pop, todo mundo quer ser funkstar”, expressando preocupação com o apagamento das raízes do gênero.
Vanessa, conhecida pelo bordão “Deixa baixo”, destacou que a crescente aceitação do funk no mainstream pode resultar em um embranquecimento do ritmo, que é uma expressão cultural das comunidades negras. “Precisamos falar sobre a tentativa de embranquecimento do ritmo e o esquecimento de quem abriu o caminho”, afirmou a artista, ressaltando que o funk é sinônimo de resistência e identidade.
A Influência de Karol G
Embora Vanessa não tenha mencionado diretamente nomes, a colombiana Karol G surge como uma figura controversa nesse debate. A artista tem explorado o funk brasileiro, o que levanta questões sobre a apropriação cultural e a preservação das origens do gênero. O rapper MV Bill já havia abordado essa questão em 2005, expressando seu incômodo com o embranquecimento de ritmos brasileiros como o samba e o funk.
A discussão sobre a identidade do funk não é nova, mas ganha novos contornos à medida que o gênero se torna mais popular. Vanessa Panisset conclama os artistas e o público a refletirem sobre a importância de manter as raízes do funk vivas, evitando que a história e a cultura que o sustentam sejam esquecidas.
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