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Instituições públicas devem priorizar o atendimento ao público, afirma Glenn Lowry

Glenn Lowry deixa o MoMA após três décadas, marcando uma era de transformação e desafios no cenário da arte contemporânea global

Glenn Lowry, diretor do MoMA, fotografado em Madrid em abril nas jornadas do Campus Acciona. (Foto: Gianfranco Tripodo)
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  • Glenn Lowry anunciou sua saída da direção do Museu de Arte Moderna (MoMA) para setembro de 2025.
  • Christophe Cherix, atual conservador chefe de desenho e gravura, será seu sucessor.
  • Durante sua gestão, Lowry enfrentou desafios significativos e promoveu a evolução do museu, que possui uma coleção de 200 mil obras e recebe cerca de 2,7 milhões de visitantes anualmente.
  • Ele destacou a importância do diálogo entre o museu e o mercado de arte, afirmando que as aquisições são decididas por conservadores, sem influência direta do patronato.
  • Lowry também comentou sobre a relação entre arte e política, ressaltando a relevância do MoMA nas discussões sociais contemporâneas.

Glenn Lowry, que assumiu a direção do Museu de Arte Moderna (MoMA) em 1995, anunciou sua saída para setembro de 2025. Christophe Cherix, atual conservador chefe de desenho e gravura, foi escolhido como seu sucessor. Durante sua gestão, Lowry enfrentou desafios significativos e promoveu a evolução do museu, que hoje conta com uma coleção de 200 mil obras e recebe cerca de 2,7 milhões de visitantes anualmente.

Lowry, que chegou ao MoMA com uma especialização em arte islâmica e experiência no Museu de Ontario, transformou a instituição em um importante centro de arte contemporânea. Ele destacou a importância de manter um diálogo entre o museu e o mercado de arte, afirmando que, embora existam intersecções, os dois mundos não são idênticos. O diretor enfatizou que as decisões sobre aquisições são tomadas por conservadores e não influenciadas diretamente pelos interesses do patronato.

Desafios e Expansão

Sob sua liderança, o MoMA passou por duas grandes ampliações e sobreviveu a crises como os ataques de 11 de setembro e a pandemia de Covid-19. Lowry comentou sobre a necessidade de o museu se adaptar a um mundo em constante mudança, buscando ampliar seu conhecimento sobre arte global, especialmente de regiões como América Latina e Europa Oriental. Ele acredita que a chave para o sucesso do museu é saber crescer e também contrair-se conforme necessário.

Além disso, Lowry abordou a relação entre arte e política, reconhecendo que o MoMA é um espaço onde questões sociais e políticas são frequentemente debatidas. Ele mencionou as recentes protestas que ocorreram no museu, ressaltando que isso demonstra a relevância da instituição na sociedade contemporânea.

Legado e Futuro

Ao refletir sobre seu legado, Lowry expressou o desejo de ser lembrado pela qualidade e diversidade da equipe que trabalhou ao seu lado. Ele destacou que as aquisições mais desafiadoras não são necessariamente as mais caras, mas sim aquelas que envolvem artistas menos conhecidos. O diretor se despede de uma instituição que se tornou um símbolo da vanguarda artística, deixando um impacto duradouro no cenário cultural global.

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