- A tragédia da dana na Comunidade Valenciana resultou em 228 mortes, principalmente devido à ruptura da presa de Forata.
- A presa de Buseo, que quase se rompeu em 29 de outubro de 2022, recebeu um investimento de 30 milhões de euros para reparos e manutenção.
- Na noite do incidente, três dos quatro desagües da presa estavam obstruídos e o plano de emergência não foi ativado, resultando em mortes.
- A conselheira de Agricultura anunciou que o plano de emergência, que deveria ter sido implementado em 2010, começou a ser colocado em prática apenas em 2023.
- A falta de manutenção da presa de Buseo foi criticada por autoridades locais, que alertaram para os riscos antes da tragédia.
A tragédia da dana que afetou a Comunidade Valenciana continua a gerar repercussões, especialmente em relação à presa de Buseo, que quase se rompeu em 29 de outubro de 2022, resultando em mortes. Apesar de ter sido negligenciada, a presa agora receberá um investimento de 30 milhões de euros para reparos e manutenção.
A atenção da mídia e das autoridades tem se concentrado nas vítimas e no risco de ruptura da presa de Forata, onde ocorreram a maioria das 228 mortes. No entanto, a situação da presa de Buseo, que é a única de propriedade da Generalitat Valenciana, passou despercebida. Na noite fatídica, três dos quatro desagües estavam obstruídos e o plano de emergência não estava em funcionamento, levando ao transbordamento que causou a morte de um pai e seu filho.
Ana Maria Coll, que perdeu seu marido e filho na tragédia, relatou que ninguém a avisou sobre o perigo. A juíza responsável pelo caso, Nuria Ruiz Tobarra, destacou que houve alertas sobre a situação da presa, mas as respostas foram inadequadas. Um engenheiro hidráulico enviou um e-mail ao Centro de Emergências às 23h02, mas não houve ação efetiva.
O abandono da presa foi denunciado pelo prefeito de Chera, Francisco Portero, que afirmou que a falta de manutenção era uma tragédia anunciada. A presa, construída entre 1903 e 1915, foi negligenciada após ser integrada ao patrimônio da Generalitat em 2011. O governo anterior prometeu investimentos que não foram realizados, e a situação se agravou com a falta de vigilância.
Após a tragédia, a conselheira de Agricultura anunciou um plano de 30 milhões de euros para a recuperação da presa, que inclui a implementação de um plano de emergência. Este plano, que deveria ter sido ativado em 2010, só começou a ser implantado em 2023, o que impediu a comunicação de alertas à população durante a dana.
A situação da presa de Buseo levanta questões sobre a gestão de infraestruturas hídricas na região e a responsabilidade das autoridades em garantir a segurança da população. A tragédia expôs falhas graves que precisam ser abordadas para evitar novos desastres.
Entre na conversa da comunidade