Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Trump busca apoio na África para acelerar deportações de migrantes nos EUA

Deportados enfrentam condições críticas em prisões de Eswatini, enquanto oposição questiona legalidade e segurança das expulsões realizadas pelos EUA

A prisão de alta segurança de Matsapha, perto de Mbabane, a capital do Reino de Eswatini. O PUDEMO, o principal partido de oposição, e advogados locais acreditam que lá estão recluídos cinco homens deportados dos EUA em meados de julho. (Foto: AP)
0:00
Carregando...
0:00
  • Roberto Mosquera, um cubano de 58 anos, foi deportado dos Estados Unidos para Eswatini em julho, junto a outros quatro estrangeiros.
  • A deportação faz parte de uma política do governo americano que visa expulsar imigrantes considerados criminosos.
  • Mosquera, que chegou aos Estados Unidos aos 13 anos, foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) em Miami.
  • As prisões em Eswatini enfrentam superlotação de 171% e são alvo de críticas por condições precárias, incluindo relatos de tortura e homicídios políticos.
  • Organizações de direitos humanos e partidos de oposição questionam a legalidade das deportações e preparam ações judiciais para contestar a situação dos deportados.

Uma chamada da prisão de Eswatini trouxe à tona a situação de Roberto Mosquera, um cubano de 58 anos deportado dos EUA, junto a outros quatro estrangeiros. A deportação ocorreu em julho, como parte de uma política do governo americano que visa expulsar imigrantes considerados criminosos. Mosquera, que chegou aos EUA aos 13 anos, foi acusado de crimes graves, incluindo homicídio, e detido pelo ICE em Miami.

As condições nas prisões de Eswatini são alarmantes, com relatos de homicídios políticos, torturas e superlotação. Organizações de direitos humanos e partidos de oposição no país questionam a legalidade dessas deportações, que ocorreram em meio a acordos secretos entre o governo Trump e as autoridades locais. O partido de oposição PUDEMO está preparando uma ação judicial para contestar a legalidade da detenção dos deportados.

O governo de Eswatini confirmou que os deportados estão em unidades isoladas, mas não forneceu detalhes sobre as condições de detenção. A situação é crítica, com a superlotação do sistema prisional ultrapassando 171%. Especialistas em direitos humanos criticam a falta de transparência e o risco de violação dos direitos dos deportados, que podem enfrentar perseguições em um país que não é considerado seguro.

Além disso, a política de deportação dos EUA se estende a outros países africanos, como Ruanda e Sudão do Sul, levantando preocupações sobre a soberania e a segurança nacional desses estados. A falta de informações sobre os acordos e as condições de detenção gera desconfiança entre a população local, que questiona o que os governos estão negociando em troca da aceitação desses deportados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais