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Famílias de reféns organizam greve geral contra ofensiva de Israel em Gaza

Famílias de reféns convocam greve geral em Israel, alertando que ofensiva militar pode ameaçar vidas sob custódia do Hamas

Merav Gilboa-Dalal (à direita), mãe do refém israelense Guy Gilboa-Dalal, sentada com outros familiares durante um protesto pedindo a libertação dos reféns em Tel Aviv (Foto: Jack GUEZ / AFP)
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  • Famílias de reféns israelenses em Gaza convocaram uma greve geral nacional para domingo, em protesto contra a ofensiva militar do governo de Israel.
  • Elas afirmam que a operação pode ser uma “sentença de morte” para os reféns mantidos pelo Hamas.
  • O movimento conta com o apoio do Conselho 7 de Outubro, que representa famílias de militares mortos no início do conflito.
  • O maior sindicato de trabalhadores de Israel, a Histadrut, ainda não decidiu se participará da greve, mas representantes das famílias se reunirão com o presidente do sindicato.
  • O governo de Israel, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, defende a operação como necessária para derrotar o Hamas, apesar da pressão internacional sobre a crise humanitária em Gaza.

Famílias de reféns israelenses em Gaza convocaram uma greve geral nacional para o próximo domingo, em protesto contra a ofensiva militar do governo de Israel na Cidade de Gaza. Elas alertam que a operação pode ser uma “sentença de morte” para os israelenses sob custódia do Hamas. O anúncio ocorre após manifestações em massa em várias cidades, onde milhares se opuseram aos planos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de intensificar a guerra, mesmo diante da pressão internacional sobre a crise humanitária em Gaza.

Os parentes dos reféns, em um ato realizado em Tel Aviv, afirmaram que a paralisação visa “salvar os soldados e os reféns”. O movimento conta com o apoio do Conselho 7 de Outubro, que representa famílias de militares mortos no início do conflito. A greve deve ser iniciada de forma independente, com empresas e cidadãos interrompendo suas atividades. Segundo o Conselho, já há confirmação de adesão de “centenas” de empresas e “milhares” de cidadãos.

O maior sindicato de trabalhadores de Israel, a Histadrut, ainda não decidiu se participará da greve. Representantes das famílias se reunirão com o presidente do sindicato, Arnon Bar-David, para convencê-lo a apoiar a ação. Anat Angrest, mãe de um refém, fez um apelo aos líderes empresariais, afirmando que “o silêncio de vocês está matando nossos filhos”. Em greves anteriores, o sindicato já havia demonstrado apoio às famílias, mas o governo conseguiu barrar ações com decisões judiciais.

Reação do Governo

O Gabinete de Segurança de Israel decidiu, na última sexta-feira, ampliar a ofensiva militar em Gaza, o que gerou forte reação das famílias dos cerca de 50 reféns ainda mantidos no enclave. Dentre eles, 20 são considerados vivos. As famílias alertam que essa ação pode colocar os reféns em risco. Em defesa da operação, Netanyahu afirmou que essa é a melhor maneira de acabar com a guerra e derrotar o Hamas, descrevendo a Cidade de Gaza como um dos “últimos redutos” do grupo terrorista.

A situação continua a ser tensa, com a comunidade internacional observando de perto os desdobramentos do conflito. As forças israelenses controlam atualmente cerca de 75% do território palestino, enquanto a crise humanitária em Gaza se agrava.

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