- O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi criticado por omissão durante a invasão dos Três Poderes por extremistas de direita.
- Ele não atendeu a ligações enquanto a multidão depredava as sedes do governo e alegou estar descansando.
- Após ser afastado pelo Supremo Tribunal Federal, Ibaneis retornou ao cargo após dois meses.
- Recentemente, ele organizou uma reunião com governadores de nove estados para discutir a crise tarifária provocada por Donald Trump.
- Durante o encontro, alguns governadores tentaram culpar o governo federal e defender o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na tarde da invasão dos Três Poderes por extremistas de direita, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi criticado por sua omissão. Ele não atendeu a ligações enquanto a multidão depredava as sedes do governo e, posteriormente, alegou estar descansando. Acusado de ignorar alertas sobre os atos violentos, Ibaneis foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal, mas retornou ao cargo após dois meses.
Recentemente, Ibaneis organizou um encontro com governadores de nove estados para discutir a crise tarifária provocada por Donald Trump. Durante a reunião, os governadores tentaram desviar a responsabilidade, defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, afirmou que a situação era resultado de uma “imprudência” do governo federal.
Ronaldo Caiado, governador de Goiás, também criticou o Planalto, sugerindo que a crise tarifária era uma consequência da falta de diálogo do presidente Lula. Ele chegou a insinuar que o Congresso deveria ceder às demandas dos golpistas que invadiram o Parlamento. Outros governadores, como Mauro Mendes, de Mato Grosso, defenderam uma postura submissa em relação às exigências americanas, alegando que a diplomacia brasileira cometeu “erros gigantescos”.
Entre os participantes, quatro governadores têm aspirações presidenciais, o que indica que a defesa de Bolsonaro pode ser uma estratégia para garantir apoio político. No entanto, a falta de ação em relação à crise tarifária pode resultar em consequências negativas para os estados. A reunião, que boicotou um encontro anterior com o vice-presidente Geraldo Alckmin, revela a divisão entre os governadores e a necessidade de uma postura mais unificada diante das pressões externas.
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