Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Homicídios aumentam na Amazônia devido ao tráfico e caça a aviões clandestinos

Estudo revela que 41% dos homicídios na Amazônia são causados por disputas territoriais do tráfico de drogas, intensificando a violência na região

Policiais, bombeiros e indigenistas numa embarcação durante a expedição de busca pelos corpos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips, no rio Itaquaí, no oeste do Amazonas; homicídios na região dobraram em 20 anos (Foto: Pedro Ladeira - 10.jun.22/Folhapress)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Amazônia registrou um aumento nos homicídios, com 41% dos casos ligados a disputas territoriais do tráfico de drogas.
  • Um estudo do Insper aponta que, desde 2004, o tráfico se intensificou nos rios, resultando em um aumento significativo de homicídios, especialmente em comunidades ribeirinhas.
  • A taxa de homicídios no Amazonas quase dobrou, passando de 13,6 para 24,6 mortes por 100 mil habitantes entre 2004 e 2024, com um pico de 35,1 em 2021.
  • Entre 2005 e 2020, um em cada quatro homicídios na região foi atribuído ao tráfico, totalizando 1.430 assassinatos.
  • O Ministério da Justiça apreendeu 120 toneladas de drogas e prendeu 3.206 pessoas entre 2020 e 2024, enquanto a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas investe em ações para combater o narcotráfico.

A Amazônia enfrenta um aumento alarmante nos homicídios, com 41% dos casos relacionados a disputas territoriais do tráfico de drogas. Um estudo do Insper revela que, desde 2004, a intensificação do tráfico pelos rios da região tem contribuído para essa escalada da violência, especialmente em comunidades ribeirinhas.

A pesquisa aponta que, após a implementação de novos sistemas de monitoramento aéreo, traficantes mudaram suas rotas, utilizando os rios como principais vias de transporte. Essa mudança resultou em um aumento significativo de homicídios, com a taxa no Amazonas quase dobrando de 13,6 para 24,6 mortes por 100 mil habitantes entre 2004 e 2024. O pico foi registrado em 2021, com 35,1 homicídios por 100 mil habitantes.

Entre 2005 e 2020, um em cada quatro homicídios nas áreas afetadas pode ser atribuído ao tráfico de drogas, totalizando 1.430 assassinatos. O professor Rodrigo Soares, um dos autores do estudo, destaca que a violência está ligada principalmente às disputas pelo controle territorial entre grupos criminosos.

Dinâmica do Tráfico

O tráfico de drogas na Amazônia é facilitado pela proximidade com os três maiores produtores de cocaína do mundo: Colômbia, Peru e Bolívia. Dezesseis rios conectam esses países à foz do Amazonas, permitindo o transporte de grandes quantidades de droga. Embora a maior parte da cocaína siga para o exterior, um aumento nas mortes por overdose foi observado nas comunidades ribeirinhas.

O coronel Cesar Mello, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, explica que quadrilhas locais são contratadas por facções maiores, como o Comando Vermelho e o PCC, para realizar o transporte fluvial. O custo do transporte aéreo, que era mais seguro antes de 2004, tornou-se inviável, levando ao aumento do uso de rotas fluviais.

Respostas e Ações

O combate ao tráfico é uma prioridade para o Ministério da Justiça, que afirma ter apreendido 120 toneladas de drogas e realizado 3.206 prisões entre 2020 e 2024. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas também reporta investimentos significativos na área, com a convocação de 2.800 policiais e a criação de bases flutuantes para combater o narcotráfico e crimes ambientais.

Pesquisadores sugerem que a tecnologia de satélites pode ser uma ferramenta eficaz para monitorar atividades suspeitas nos rios, inspirando-se em iniciativas bem-sucedidas no combate à pesca ilegal. A luta contra o tráfico de drogas na Amazônia é vista como essencial para a redução da violência na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais