- O Irã suspendeu a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) após ataques israelenses e americanos a suas instalações nucleares.
- O vice-diretor da AIEA visitará Teerã em 11 de agosto para discutir uma nova estrutura de cooperação, mas não haverá inspeções nucleares.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país exige garantias contra ações militares antes de retomar negociações com os Estados Unidos.
- As tensões aumentaram desde os ataques de junho, que atingiram tanto instalações nucleares quanto áreas residenciais.
- O Irã busca responsabilização dos EUA como condição para qualquer diálogo futuro, enquanto as negociações com potências europeias enfrentam prazos para um acordo.
O Irã suspendeu sua cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) após ataques israelenses e americanos a suas instalações nucleares, complicando as negociações sobre seu programa nuclear. O vice-diretor da AIEA visitará Teerã nesta segunda-feira, 11 de agosto, para discutir uma nova estrutura de cooperação, mas não haverá inspeções nucleares.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que o encontro se concentrará em estabelecer um novo quadro de colaboração, sem planos para visitas a instalações nucleares. O Irã exige garantias contra ações militares antes de retomar as negociações com os Estados Unidos. Araghchi destacou que, até que um acordo seja alcançado, a cooperação com a AIEA permanecerá suspensa.
Desde os ataques de junho, que atingiram tanto instalações nucleares quanto áreas residenciais, as tensões aumentaram. O Irã alega que a AIEA não condenou adequadamente os ataques, o que levou à suspensão da cooperação. As negociações entre Teerã e Washington, que haviam começado em abril, foram interrompidas, e o Irã agora busca responsabilização dos EUA como condição para qualquer diálogo futuro.
Desdobramentos das Negociações
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, afirmou que a responsabilização dos EUA será um ponto central nas discussões. As tensões entre o Irã e os EUA aumentaram desde a retirada americana do acordo nuclear de 2015, que havia suspendido sanções em troca de restrições ao programa nuclear iraniano.
Araghchi também mencionou que o Irã recebeu mensagens dos EUA sobre a possibilidade de retomar as negociações, mas enfatizou que nada foi finalizado. Em julho, diplomatas iranianos se reuniram com representantes da Alemanha, Reino Unido e França, que ameaçaram aplicar sanções contra Teerã se não houver um acordo até o final de agosto. O Irã alertou sobre as consequências caso as sanções sejam reativadas.
O futuro das negociações permanece incerto, com o Irã insistindo em que qualquer inspeção futura deve ser aprovada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional, que inclui instâncias militares e a liderança teocrática.
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