- O governo Lula decidiu retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).
- A decisão gerou reações na comunidade judaica e críticas da Confederação Israelita do Brasil (Conib).
- Carlos Reiss, diretor do Museu do Holocausto de Curitiba, criticou a medida, destacando a importância da IHRA para o diálogo internacional e a educação sobre o Holocausto.
- Reiss afirmou que abandonar iniciativas multilaterais é um erro estratégico e que a educação sobre o Holocausto deve ser um consenso.
- Ele também abordou o crescimento do antissemitismo no Brasil, defendendo que o combate deve ser feito em conjunto com outras minorias.
A decisão do governo Lula de retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) gerou reações intensas na comunidade judaica e críticas de entidades como a Confederação Israelita do Brasil (Conib). O diretor do Museu do Holocausto de Curitiba, Carlos Reiss, expressou sua desaprovação, ressaltando a importância da IHRA para o diálogo internacional e a educação sobre o Holocausto.
Reiss, que foi indicado para representar o Brasil na IHRA, afirmou que abandonar iniciativas multilaterais é um erro estratégico. Ele destacou que a IHRA é um espaço de articulação entre países, criado para promover o estudo e a educação sobre o Holocausto. “É triste que o Brasil se levante da mesa”, disse Reiss, enfatizando a importância do diálogo, independentemente de ideologias.
O debate sobre a IHRA também foi acirrado por declarações do professor Michel Gherman, que sugeriu que a aliança serve a um lobby evangélico e de direita. Reiss discorda, afirmando que a IHRA vai além de governos e que a educação sobre o Holocausto deve ser um consenso. Ele argumenta que o crescimento do antissemitismo está ligado a um aumento geral de discursos de ódio e que é fundamental que os judeus se engajem em lutas contra todas as formas de intolerância.
O diretor do museu também abordou a questão do antissemitismo no Brasil, afirmando que a percepção de seu crescimento está relacionada à democratização dos discursos. Ele defendeu que o combate ao antissemitismo deve ser feito em conjunto com outras minorias, ressaltando que “ninguém combate o racismo sozinho”. Reiss concluiu que a educação sobre o Holocausto é essencial para promover valores de respeito e inclusão, especialmente em um mundo onde o ódio e o negacionismo estão em ascensão.
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