- As eleições presidenciais na Bolívia ocorrerão em 17 de agosto.
- Samuel Doria Medina e Jorge Quiroga lideram as intenções de voto, com 21,2% e 20%, respectivamente.
- O Movimento ao Socialismo (MAS), no poder há quase 20 anos, enfrenta uma crise econômica, com inflação de 24,8% em julho.
- O candidato do MAS, Eduardo del Castillo, está em sétimo lugar nas pesquisas, enquanto Andrónico Rodríguez, ex-aliado de Evo Morales, ocupa a quarta posição com 7,2%.
- Aproximadamente 30% do eleitorado se declara indeciso, e Evo Morales promove uma campanha pelo voto nulo, que alcança 14,6% nas intenções de voto.
Dois candidatos de oposição ao governo da Bolívia, Samuel Doria Medina e Jorge Quiroga, estão liderando as intenções de voto para as eleições presidenciais marcadas para 17 de agosto. As pesquisas mais recentes, da Ipsos-Ciesmori e Captura Consulting, mostram Doria Medina com 21,2% e Quiroga com 20%. Se essa tendência se confirmar, ambos disputarão um segundo turno em 19 de outubro.
O Movimento ao Socialismo (MAS), que está no poder há quase 20 anos, enfrenta uma crise econômica severa. A inflação atingiu 24,8% em julho, o maior índice desde 2008, e a escassez de dólares se tornou a principal preocupação da população. O atual presidente, Luis Arce, quase esgotou as reservas internacionais para manter uma política de subsídios, o que impactou negativamente a popularidade do partido.
O candidato do MAS, Eduardo del Castillo, aparece em sétimo lugar nas pesquisas, enquanto Andrónico Rodríguez, ex-aliado de Evo Morales e atual presidente do Senado, ocupa a quarta posição com 7,2%. A escolha da ex-ministra Mariana Prado como vice não agradou a muitos, levando à perda de apoio de grupos sociais.
Cenário Eleitoral
A incerteza é alta, com cerca de 30% do eleitorado se declarando indeciso. Essa situação é incomum para esta fase da campanha e pode influenciar os resultados. A polarização política e a crise econômica geram descontentamento, especialmente entre os jovens, que buscam alternativas viáveis.
Evo Morales, que aspirava a um quarto mandato, foi excluído da corrida devido a uma decisão judicial que limita a reeleição. Atualmente, ele promove uma campanha pelo voto nulo, que alcança 14,6% nas intenções de voto, enquanto permanece em Chapare, enfrentando uma ordem de detenção por um caso de tráfico de menor de idade, que nega.
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