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Extrema direita avança no Chile com apoio de ideais trumpistas

José Antonio Kast e Jeannette Jara disputam a liderança nas intenções de voto, enquanto a direita ganha força nas eleições chilenas

Candidato à presidência do Chile e fundador do Partido Republicano, de extrema direita, José Antonio Kast (C) fala à imprensa sobre a vitória de seus candidatos durante uma eleição para escolher os membros do Conselho Constitucional que redigirão uma nova proposta de constituição, na sede do Partido Republicano, em Santiago, em 2023 (Foto: JAVIER TORRES / AFP)
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  • As eleições presidenciais no Chile ocorrerão em 16 de novembro.
  • José Antonio Kast, do Partido Republicano, lidera as pesquisas com 29% das intenções de voto.
  • Jeannette Jara, do Partido Comunista, tem 31% das intenções.
  • A soma das intenções de voto da direita e extrema direita chega a cerca de 60%.
  • Kast defende uma política de tolerância zero em relação à imigração ilegal, tema que tem gerado forte rejeição no país.

As eleições presidenciais no Chile estão agendadas para 16 de novembro e o cenário político se intensifica com José Antonio Kast, do Partido Republicano, liderando as pesquisas. Kast, que já concorreu duas vezes à presidência, tem 29% das intenções de voto, enquanto Jeannette Jara, do Partido Comunista, aparece com 31%.

A direita e a extrema direita somam cerca de 60% das intenções, indicando uma guinada política no país. Kast é conhecido por seu discurso contra a imigração, uma questão que ganhou destaque nas últimas eleições. Ele defende uma tolerância zero em relação à imigração ilegal, afirmando que essa é uma estratégia que ameaça a liberdade dos povos. A rejeição aos imigrantes, especialmente os venezuelanos, cresceu consideravelmente no Chile.

Kast se posiciona como um defensor da segurança, um tema que ressoa com muitos eleitores. Ele critica a atuação dos carabineiros, a polícia nacional, e promete priorizar os chilenos que cumprem as regras. Em simulações de segundo turno, Kast venceria Jara por 49% a 37%, o que reforça sua posição como favorito.

Cenário Eleitoral

Além de Kast e Jara, outros candidatos como Evelyn Matthei, da coalizão Chile Vamos, e Franco Parisi, do Partido da Gente, têm intenções de voto abaixo de 15%. A aprovação do presidente Gabriel Boric subiu para 35%, mas sua gestão enfrenta desafios significativos, com quase 60% de desaprovação.

A polarização política no Chile se intensifica, refletindo a preocupação com segurança e imigração. Analistas apontam que a direita e a extrema direita têm atraído eleitores que buscam soluções para problemas sociais urgentes. O eleitorado mais jovem, que não vivenciou a transição da ditadura para a democracia, pode ver em Kast uma alternativa viável.

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