- Gilson Machado foi afastado da presidência do diretório do PL em Recife no último final de semana.
- A decisão surpreendeu Machado, que considera deixar o partido para concorrer ao Senado em 2026.
- Ele destacou que não foi informado previamente e mencionou a ausência de Jair Bolsonaro na decisão.
- A disputa interna entre Machado e Anderson Ferreira, presidente estadual do PL, reflete a estratégia do partido para as próximas eleições.
- Machado também enfatizou a importância de focar em questões de liberdade e direitos constitucionais, além das eleições.
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado foi surpreendido ao ser afastado da presidência do diretório do PL em Recife. A decisão, que ocorreu no último final de semana, intensifica a disputa interna entre ele e Anderson Ferreira, presidente estadual do partido, ambos com a intenção de concorrer ao Senado em 2026.
Machado, que já havia sinalizado sua disposição em deixar o PL para garantir sua candidatura ao Senado, expressou sua surpresa ao receber a notícia de seu afastamento. Em nota, ele afirmou que não foi informado previamente e destacou a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro na decisão, uma vez que Bolsonaro se encontra em prisão domiciliar. “Recebi com surpresa e pela imprensa a notícia do meu afastamento”, declarou.
A disputa entre os dois líderes do PL reflete a estratégia do partido para as próximas eleições. Ferreira acredita que, apesar das dificuldades, uma das duas vagas ao Senado será do PL, considerando o desempenho nas últimas eleições. A tensão entre os membros da sigla já foi exposta em entrevistas e pode impactar a unidade do partido.
Além disso, Machado ressaltou a importância de focar em questões mais amplas, como as garantias de liberdade e direitos constitucionais, em vez de se concentrar apenas nas eleições de 2026. A equipe de reportagem de VEJA tentou contato com a presidência do PL em Pernambuco e o diretório nacional, mas não obteve retorno até o momento.
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