- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, compartilhou um vídeo polêmico em suas redes sociais.
- No vídeo, pastores cristãos defendem que mulheres não devem ter direito ao voto.
- O teólogo evangélico conservador Doug Wilson é uma das principais vozes do vídeo.
- A repercussão gerou críticas de líderes religiosos e especialistas, que consideram as ideias perturbadoras.
- O compartilhamento do vídeo se alinha ao crescente apoio ao nacionalismo cristão durante o governo de Donald Trump.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, gerou polêmica ao compartilhar um vídeo em suas redes sociais onde pastores cristãos defendem que mulheres não devem ter direito ao voto. A publicação, feita na quinta-feira (7), apresenta o teólogo evangélico conservador Doug Wilson, cofundador da Comunhão das Igrejas Evangélicas Reformadas (CREC), como uma das vozes principais.
No vídeo, o pastor Toby Sumpter argumenta que o voto deve ser uma decisão familiar, com o homem como líder. Ele menciona que, normalmente, seria o único a votar, mas isso ocorreria após discussões com sua família. Outra mulher associada ao movimento afirma que se submete ao marido, apoiando a ideia de que ele deve ser o responsável pelo voto da família.
Reações e Críticas
A repercussão foi imediata, com líderes religiosos e especialistas expressando preocupação. Doug Pagitt, pastor e diretor da organização evangélica progressista Vote Common Good, classificou as ideias do vídeo como perturbadoras, ressaltando que representam visões restritas a pequenos grupos de cristãos. O sociólogo Andrew Whitehead destacou que o objetivo de Wilson e seus seguidores é transformar crenças pessoais em leis.
O compartilhamento do vídeo ocorre em um contexto de crescente apoio ao nacionalismo cristão durante o governo de Donald Trump, que criou um “gabinete da fé” para investigar alegações de “preconceito anticristão” em agências federais. Hegseth, alinhado a essa estratégia, convidou seu pastor pessoal, Brooks Potteiger, para realizar cultos no Pentágono durante o expediente.
Contexto Histórico
Wilson, que já enfrentou críticas por suas opiniões controversas, também se posiciona contra a presença de mulheres em cargos de liderança nas Forças Armadas e em sua igreja, alegando que isso está em conformidade com a Bíblia. Ele teve um evento no Brasil cancelado devido a críticas relacionadas a seu livro que relativiza a escravidão e a acusações de encobrimento de casos de violência sexual em sua congregação.
A situação levanta questões sobre o papel da religião na política e a influência de líderes religiosos nas decisões governamentais, refletindo tensões mais amplas na sociedade americana.
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