- O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento da deputada federal Carla Zambelli por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
- Seis ministros já votaram pela condenação, com pena de 5 anos e 3 meses em regime semiaberto e a perda do mandato.
- Zambelli já foi condenada a 10 anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e estava foragida após um mandado de prisão.
- A nova acusação envolve um incidente em que a deputada perseguiu um jornalista armado durante as eleições de 2022 em São Paulo.
- Recentemente, Zambelli foi presa em Roma, onde tentava escapar do cumprimento do mandado de prisão. Sua extradição está em análise pela Justiça italiana.
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta sexta-feira o julgamento da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Seis ministros já votaram pela condenação, com pena de 5 anos e 3 meses em regime semiaberto e a perda do mandato. O julgamento estava suspenso desde março, aguardando a devolução do pedido de vista do ministro Nunes Marques, que ocorreu na última sexta-feira.
Zambelli já enfrenta uma condenação anterior de 10 anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e estava foragida após um mandado de prisão ser emitido. A nova acusação se refere a um incidente em que a deputada, armada, perseguiu o jornalista Luan Araújo durante as eleições de 2022, em São Paulo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) a acusa de constrangimento ilegal, alegando que a parlamentar usou a arma para intimidar Araújo.
Detenção na Itália
Recentemente, Zambelli foi presa em Roma, onde tentava escapar do cumprimento do mandado de prisão. A Justiça italiana decidiu mantê-la detida, e sua extradição está em análise. O governo brasileiro solicitou a extradição, que será avaliada pela Justiça italiana, sem prazo definido para a decisão. A deputada possui dupla cidadania e pediu asilo político na Itália.
O atual governo italiano, sob a liderança de Giorgia Meloni, pode ter afinidade ideológica com Zambelli, o que pode influenciar o processo de extradição. Após a audiência de custódia, o caso foi encaminhado à Corte de Apelação de Roma, onde será analisado. A decisão da corte pode ser contestada na Corte de Cassação, a instância máxima do Judiciário italiano.
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