- O coronel Flávio Peregrino, assessor do general Walter Braga Netto, está sob investigação da Polícia Federal por supostas articulações golpistas após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições.
- Mensagens de seu celular revelam atritos no Partido Liberal (PL), onde Peregrino acusa Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, de tráfico de influência.
- Peregrino afirma que Torres estaria usando o nome de Bolsonaro para obter recursos financeiros, apesar de não ocupar cargo no PL.
- O coronel expressou preocupação com a possibilidade de Michelle Bolsonaro tomar conhecimento da situação e mencionou a irritação de Braga Netto e Nabhan Garcia com as ações de Torres.
- A defesa de Peregrino argumenta que as mensagens refletem discussões internas e não indicam irregularidades, enquanto a situação gera tensões dentro do PL.
BRASÍLIA – O coronel Flávio Peregrino, assessor do general Walter Braga Netto, está no centro de uma nova polêmica após a extração de mensagens de seu celular pela Polícia Federal. As mensagens revelam atritos no PL, onde Peregrino acusa Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, de tráfico de influência e de usar o nome de Bolsonaro para obter recursos financeiros.
As anotações foram feitas após uma operação da PF em dezembro de 2023, que investigava supostas articulações golpistas após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições. Em suas mensagens, Peregrino afirma que Torres, que não ocupa cargo no PL, estaria se aproveitando da imagem do ex-presidente e da ex-primeira-dama para intermediar encontros e angariar apoio financeiro.
O coronel também expressou preocupação com a possibilidade de que a situação chegasse ao conhecimento de Michelle Bolsonaro. Ele mencionou que tanto Braga Netto quanto Nabhan Garcia estavam irritados com as ações de Torres, classificando-as como um “tráfico de influência” nas agendas do partido. A defesa de Peregrino argumenta que as mensagens refletem discussões internas e não indicam irregularidades.
Desdobramentos e Reações
Além das acusações, as mensagens mostram que Peregrino tentava angariar apoio político para manter seu contrato e o de Braga Netto no PL. Após a derrota eleitoral, Braga Netto foi nomeado secretário de Relações Institucionais do partido, mas teve seu salário suspenso em fevereiro de 2024, durante a operação da PF.
Peregrino também fez uma lista de contatos para buscar apoio, incluindo a ex-primeira-dama. No entanto, suas tentativas não surtiram efeito, resultando em seu afastamento do PL. A defesa do coronel criticou o vazamento das informações, alegando que se tratam de discussões normais e que não há indícios de atividades escusas.
A situação continua a gerar repercussões dentro do PL, onde as tensões entre os membros se intensificam à medida que novas informações surgem.
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