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Câmara prioriza proteção da infância contra adultização das crianças

Hugo Motta prioriza PEC da Segurança Pública e comissão sobre adultização das crianças, mas ignora proposta de fim do foro privilegiado

Hugo Motta em sessão na Câmara para votar projeto que cancela decreto do governo que elevou o IOF (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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  • O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou as prioridades legislativas para o segundo semestre em reunião com líderes partidários.
  • A proposta de fim do foro privilegiado foi excluída da pauta, o que gerou frustração na oposição.
  • Motta destacou temas como a PEC da Segurança Pública, reforma administrativa e regulamentação do trabalho por aplicativo.
  • Uma nova comissão especial será criada para discutir a adultização das crianças, um tema considerado importante para a proteção da infância.
  • A falta de consenso entre os partidos impede o avanço da proposta que altera o julgamento de ações penais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para presidentes da República e do Congresso.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou nesta terça-feira (3) as prioridades legislativas para o segundo semestre, excluindo a proposta de fim do foro privilegiado. Durante reunião com líderes partidários, Motta enfatizou que “o Brasil não pode parar” e apresentou uma agenda focada em temas como a PEC da Segurança Pública, reforma administrativa e regulamentação do trabalho por aplicativo.

Entre as pautas destacadas, Motta mencionou a criação de uma comissão especial para discutir a adultização das crianças, um tema que, segundo ele, afeta todas as famílias e é uma preocupação global. O presidente ressaltou que a proteção da infância é uma obrigação moral que transcende questões partidárias. A nova comissão visa ampliar o debate sobre o assunto, já que existem diversos projetos de lei protocolados.

A decisão de não incluir a proposta de fim do foro privilegiado na pauta desta semana frustrou a oposição, que esperava avançar com a medida. A proposta, que já havia sido discutida em acordos entre líderes do Centrão e deputados bolsonaristas, não encontrou consenso suficiente para ser votada. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, havia anunciado apoio de outros partidos, mas a maioria refutou essa aliança, indicando que o clima para aprovação da medida ainda não é favorável.

A proposta que tramita atualmente, uma PEC aprovada em 2017, mantém o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para presidentes da República e do Congresso. A oposição busca alterar a redação para retirar do STF a ação penal que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, a falta de um acordo entre os líderes partidários pode adiar essa discussão.

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