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Canais com os EUA permanecem abertos, afirma Celso Amorim sobre Judiciário

Brasil nega aceitar ataques ao Judiciário e vê sanções dos EUA como parte de estratégia de desestabilização da extrema-direita

Foto: Reprodução
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  • O governo brasileiro enfrenta tensões com os Estados Unidos devido a sanções impostas por Washington a autoridades brasileiras.
  • O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que o Brasil mantém diálogo, mas não aceitará ataques ao Judiciário.
  • Uma reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi desmarcada, com a responsabilidade atribuída ao deputado Eduardo Bolsonaro.
  • As tensões aumentaram após o presidente Donald Trump anunciar um “tarifaço”, citando decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como justificativa.
  • Amorim classificou as ameaças de autoridades dos EUA como inaceitáveis e destacou a necessidade de estar atento a tentativas de desestabilização do Brasil por forças externas.

O governo brasileiro enfrenta um cenário tenso com os Estados Unidos, especialmente após a imposição de sanções por Washington a autoridades brasileiras. O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, destacou que o Brasil mantém canais de diálogo, mas não aceitará ataques ao Judiciário. Em entrevista ao programa Roda Viva, Amorim afirmou que há uma estratégia internacional para fortalecer a extrema-direita, que se reflete nas recentes ações dos EUA.

A situação se agravou com o cancelamento de uma reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prevista para esta quarta-feira (13). Haddad atribuiu a desmarcação à atuação do deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA e tem articulado sanções contra o Brasil. Amorim enfatizou a necessidade de disposição para negociação de ambas as partes, afirmando que os canais de comunicação não estão fechados, mas a facilidade de contato é limitada.

Retaliações e Tensão

As tensões aumentaram após o anúncio de um “tarifaço” por parte do presidente Donald Trump, que citou decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como justificativa. O pacote de retaliações inclui a suspensão de vistos para oito ministros da Corte e sanções financeiras contra Moraes, conforme a Lei Magnitsky. Amorim relaciona essas sanções ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ressalta que a situação é mais complexa, envolvendo interesses da extrema-direita americana, liderada por Steve Bannon.

Amorim classificou como inaceitáveis as declarações de autoridades dos EUA que ameaçam figuras brasileiras. Ele questionou se tais declarações são intencionais para provocar uma resposta mais radical do Brasil. O assessor concluiu que é fundamental estar ciente da tentativa de desestabilização do país por forças externas.

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