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Canárias pressiona governo por agilidade no traslado de menores refugiados

Governo canário critica falta de protocolos e cancela transferência de menores solicitantes de asilo, enquanto atos de vandalismo aumentam nos centros de acolhimento

Menores migrantes no centro da zona de Hoya Fría, em Santa Cruz de Tenerife, neste lunes. (Foto: Miguel Velasco Almendral)
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  • O governo das Ilhas Canárias e o governo central enfrentam dificuldades na transferência de menores solicitantes de asilo, com uma ordem do Tribunal Supremo para acolher mais de mil crianças.
  • Após o traslado inicial de dez menores para Asturias, um segundo traslado, que envolveria quinze crianças, foi cancelado por falta de protocolos adequados.
  • A diretora geral de Proteção à Infância e às Famílias, Sandra Rodríguez, criticou a falta de planejamento do governo central e a ausência de um calendário claro para os deslocamentos.
  • A situação se complica com atos de vandalismo em centros de acolhimento, incluindo um ataque com simbologia nazista em um centro que recebeu os primeiros menores.
  • O governo canário planeja relatar ao Tribunal Supremo os descumprimentos do governo central, que não definiu os locais para as novas vagas no sistema de acolhimento.

O processo de transferência de menores solicitantes de asilo das Ilhas Canárias para a Península Ibérica enfrenta novos obstáculos. O governo canário exigiu uma resposta mais clara do governo central após uma reunião tensa, onde foi discutido o acolhimento de mais de 1.000 crianças, conforme ordem do Tribunal Supremo.

Após o primeiro traslado de 10 menores para Asturias, o segundo, que envolveria 15 crianças, foi cancelado devido à falta de protocolos adequados. A diretora geral de Proteção à Infância e às Famílias, Sandra Rodríguez, criticou a improvisação do governo central, afirmando que a reunião não trouxe soluções. O governo canário acusa o central de não ter estabelecido um calendário e um protocolo claros para os deslocamentos.

O Ministério de Migrações considera o primeiro traslado um “sucesso” e promete retomar as transferências na próxima semana. No entanto, a falta de um protocolo específico gerou confusão, pois o governo central não estava preparado para as necessidades dos menores, como a proibição de viajarem sozinhos. Rodríguez destacou que o governo canário não pode autorizar deslocamentos sem informações detalhadas sobre os menores.

Situação Crítica

A situação se agrava com atos de vandalismo em centros de acolhimento. O centro que recebeu os primeiros menores foi vandalizado com simbologia nazista menos de 24 horas após a chegada das crianças. A ministra de Migrações, Elma Saiz, lamentou o ocorrido e pediu a colaboração da sociedade para garantir a segurança dos menores.

O Tribunal Supremo havia dado um prazo de 10 dias para que o governo central assumisse a responsabilidade pelos menores, mas quase cinco meses se passaram sem que a ordem fosse cumprida adequadamente. O governo canário planeja relatar ao tribunal os incumprimentos do governo central em seu próximo relatório.

A falta de clareza sobre as 1.200 novas vagas no sistema de acolhimento também é uma preocupação. O governo canário afirma que o Estado não definiu os locais para onde os menores serão transferidos, o que prolonga ainda mais o processo de acolhimento.

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