- O governo das Ilhas Canárias e o governo central enfrentam dificuldades na transferência de menores solicitantes de asilo, com uma ordem do Tribunal Supremo para acolher mais de mil crianças.
- Após o traslado inicial de dez menores para Asturias, um segundo traslado, que envolveria quinze crianças, foi cancelado por falta de protocolos adequados.
- A diretora geral de Proteção à Infância e às Famílias, Sandra Rodríguez, criticou a falta de planejamento do governo central e a ausência de um calendário claro para os deslocamentos.
- A situação se complica com atos de vandalismo em centros de acolhimento, incluindo um ataque com simbologia nazista em um centro que recebeu os primeiros menores.
- O governo canário planeja relatar ao Tribunal Supremo os descumprimentos do governo central, que não definiu os locais para as novas vagas no sistema de acolhimento.
O processo de transferência de menores solicitantes de asilo das Ilhas Canárias para a Península Ibérica enfrenta novos obstáculos. O governo canário exigiu uma resposta mais clara do governo central após uma reunião tensa, onde foi discutido o acolhimento de mais de 1.000 crianças, conforme ordem do Tribunal Supremo.
Após o primeiro traslado de 10 menores para Asturias, o segundo, que envolveria 15 crianças, foi cancelado devido à falta de protocolos adequados. A diretora geral de Proteção à Infância e às Famílias, Sandra Rodríguez, criticou a improvisação do governo central, afirmando que a reunião não trouxe soluções. O governo canário acusa o central de não ter estabelecido um calendário e um protocolo claros para os deslocamentos.
O Ministério de Migrações considera o primeiro traslado um “sucesso” e promete retomar as transferências na próxima semana. No entanto, a falta de um protocolo específico gerou confusão, pois o governo central não estava preparado para as necessidades dos menores, como a proibição de viajarem sozinhos. Rodríguez destacou que o governo canário não pode autorizar deslocamentos sem informações detalhadas sobre os menores.
Situação Crítica
A situação se agrava com atos de vandalismo em centros de acolhimento. O centro que recebeu os primeiros menores foi vandalizado com simbologia nazista menos de 24 horas após a chegada das crianças. A ministra de Migrações, Elma Saiz, lamentou o ocorrido e pediu a colaboração da sociedade para garantir a segurança dos menores.
O Tribunal Supremo havia dado um prazo de 10 dias para que o governo central assumisse a responsabilidade pelos menores, mas quase cinco meses se passaram sem que a ordem fosse cumprida adequadamente. O governo canário planeja relatar ao tribunal os incumprimentos do governo central em seu próximo relatório.
A falta de clareza sobre as 1.200 novas vagas no sistema de acolhimento também é uma preocupação. O governo canário afirma que o Estado não definiu os locais para onde os menores serão transferidos, o que prolonga ainda mais o processo de acolhimento.
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