- A Polícia de São Paulo investiga a “gangue do quipá”, que tenta invadir prédios de luxo em Higienópolis.
- Os criminosos usam o quipá, um chapéu tradicional judaico, como disfarce para se passar por moradores.
- Em 9 de agosto, a gangue tentou acessar um edifício na Rua Dr. Brasílio Machado, mas desistiu após arrombar a porta de saída.
- Moradores estão em alerta e trocando informações em grupos de WhatsApp, compartilhando imagens das câmeras de segurança.
- A polícia orienta síndicos e porteiros a acionarem as autoridades ao notarem pessoas suspeitas nas entradas dos prédios.
A Polícia de São Paulo investiga a atuação de um grupo criminoso conhecido como “gangue do quipá”, que tem tentado invadir prédios de luxo em Higienópolis. Os suspeitos utilizam o quipá, um chapéu tradicional da cultura judaica, como disfarce para se passar por moradores em uma área com forte presença da comunidade judaica.
Recentemente, na madrugada de 9 de agosto, a gangue tentou acessar um edifício na Rua Dr. Brasílio Machado, uma das mais nobres do bairro. Os criminosos conseguiram passar pelos primeiros portões, mas desistiram ao perceber a demora para avançar, fugindo após arrombar a porta de saída com uma chave de fenda. Moradores relataram que o mesmo grupo já havia tentado invadir o prédio no sábado anterior, quando se passaram por entregadores.
Monitoramento e Alerta
Os moradores estão em estado de alerta e têm trocado informações em grupos de WhatsApp, compartilhando imagens das câmeras de segurança. As gravações mostram os suspeitos tentando acessar a portaria e as áreas internas dos edifícios. A Polícia Civil já recebeu esse material e está analisando as imagens como parte da investigação.
Além das tentativas de invasão, moradores notaram a presença de motociclistas parados em frente aos prédios, alegando esperar chamadas de entrega, embora não haja restaurantes nas proximidades. Essa sequência de tentativas e a ousadia da quadrilha têm gerado um clima de apreensão na região.
Medidas de Segurança
A orientação para síndicos e porteiros é acionar a polícia ao identificar pessoas observando a movimentação nas entradas dos prédios. Esse tipo de crime não é novo na região central de São Paulo, já tendo sido registrado com frequência em bairros como os Jardins, onde bandidos chegaram a permanecer por longos períodos dentro de edifícios de alto padrão. A situação em Higienópolis reforça a necessidade de vigilância e colaboração entre os moradores para prevenir novas invasões.
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