- Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, afirmou que continuará sua luta nas ruas e estradas, mesmo com a provável vitória de seus adversários nas eleições de 17 de outubro.
- Ele se encontra em exílio e enfrenta um mandado de prisão por acusações de tráfico de menores, que nega.
- Desde sua renúncia em 2019, após protestos e alegações de fraude eleitoral, Morales reside em Lauca Eñe, Cochabamba.
- Ele pretendia concorrer a um quarto mandato, mas foi impedido por uma decisão do Tribunal Constitucional.
- Morales promete resistir ao próximo governo e já liderou protestos contra o atual presidente, Luis Arce.
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que continuará sua luta nas ruas e estradas, mesmo diante da provável vitória de seus adversários nas eleições marcadas para o próximo domingo, 17 de outubro. Morales, que governou o país de 2006 a 2019, se encontra em exílio e enfrenta um mandado de prisão por suposto tráfico de menores, acusação que nega.
Desde sua renúncia em 2019, após protestos e alegações de fraude eleitoral, Morales se refugiou em Lauca Eñe, uma pequena cidade em Cochabamba. Ele pretendia concorrer a um quarto mandato, mas foi impedido por uma decisão do Tribunal Constitucional, que limita a reeleição a dois mandatos. O ex-presidente declarou: “Vou me defender, não vou embora. Dizem: ‘Ele vai fugir para Cuba’. Eu não vou fugir.”
Conflito Político
As eleições deste ano são marcadas por um acirrado embate entre candidatos da direita, como Samuel Doria Medina e Jorge Quiroga, que devem se enfrentar em um segundo turno em 19 de outubro. Ambos são críticos de Morales e representam uma oposição ao Movimento ao Socialismo, partido que ele liderou por duas décadas.
Morales enfatizou que não abandonará seu povo, prometendo resistir ao próximo governo. Ele já liderou protestos e bloqueios de estradas contra o atual presidente, Luis Arce, a quem acusa de conluio com o sistema judiciário para excluí-lo da disputa eleitoral. “Estou com o meu povo, não abandonarei o povo boliviano,” afirmou o ex-presidente, que se prepara para intensificar sua atuação política, independentemente do resultado das eleições.
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