- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que o país irá recuperar o território de Essequibo, que possui quase 160 mil quilômetros quadrados e é rico em recursos naturais.
- Durante um programa na emissora VTV, Maduro desafiou a Corte Internacional de Justiça (CIJ) e a ExxonMobil, afirmando que a recuperação é apenas uma questão de tempo.
- O governo venezuelano não reconhece a decisão da CIJ sobre Essequibo, considerando-a espúria.
- Um novo documento foi apresentado à CIJ, onde o Executivo argumenta que contém a “verdade histórica” dos direitos da Venezuela sobre a região.
- A disputa territorial entre Venezuela e Guiana remonta ao Laudo Arbitral de Paris de 1899 e ao Acordo de Genebra, que buscou resolver a controvérsia.
Caracas, 11 de agosto (EFE) – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reafirmou que o país irá recuperar o território de Essequibo, uma área de quase 160 mil quilômetros quadrados, rica em recursos naturais, disputada com a Guiana há mais de um século. Durante seu programa semanal na emissora VTV, Maduro declarou que a recuperação do território é uma questão de tempo, desafiando a atuação da Corte Internacional de Justiça (CIJ) e da ExxonMobil.
O governo venezuelano não reconhece a decisão da CIJ sobre Essequibo, considerando-a espúria. Em um novo documento apresentado à corte, o Executivo argumenta que contém a “verdade histórica” dos direitos da Venezuela sobre a região. Maduro enfatizou que não aceitará qualquer decisão proveniente da CIJ, afirmando que a sentença vai contra os regulamentos da própria corte.
Histórico da Controvérsia
A disputa territorial remonta ao Laudo Arbitral de Paris de 1899, que concedeu a soberania à então Guiana Britânica. A Venezuela, anos depois, declarou nulo esse laudo e firmou o Acordo de Genebra com o Reino Unido, que previa a criação de uma comissão para resolver a controvérsia, mas essa solução nunca se concretizou. A Guiana, por sua vez, baseia-se no laudo de 1899 e busca resolver o conflito por meio do processo na CIJ.
A tensão entre os dois países se intensifica à medida que a Venezuela reafirma sua posição, enquanto a Guiana se mantém firme em sua reivindicação de soberania sobre Essequibo. A situação continua a ser monitorada de perto pela comunidade internacional, que observa os desdobramentos dessa disputa histórica.
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