- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, rejeitou o pedido de arquivamento da investigação sobre a “Abin Paralela”.
- A investigação apura a espionagem clandestina de opositores do bolsonarismo e já indiciou 36 pessoas.
- Moraes considerou o arquivamento “absolutamente prematuro”, destacando que a investigação ainda está em andamento.
- A Procuradoria-Geral da República recomendou a continuidade do caso, que envolve Luiz Fernando Corrêa, acusado de obstrução de investigações.
- A defesa de Corrêa alegou ilegalidade no indiciamento, mas o pedido de cancelamento não foi aceito.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, rejeitou, nesta terça-feira (12), o pedido do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, para arquivar a investigação sobre a chamada “Abin Paralela”. A investigação apura a espionagem clandestina de opositores do bolsonarismo e já resultou no indiciamento de 36 pessoas pela Polícia Federal.
Moraes argumentou que o arquivamento seria “absolutamente prematuro”, uma vez que a investigação está em andamento e diversas diligências já foram realizadas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também havia recomendado a continuidade do caso, reforçando a necessidade de prosseguir com as apurações. O ministro destacou que não cabe ao investigado tentar influenciar a atividade investigativa.
A defesa de Corrêa alegou que o indiciamento seria “ilegal” e sem fundamentação adequada, solicitando o cancelamento da decisão da Polícia Federal. No entanto, essa argumentação não foi aceita. As acusações contra Corrêa incluem obstrução de investigações, prevaricação e coação no curso do processo.
Embora o ex-presidente Jair Bolsonaro seja apontado como beneficiário do esquema, ele não está entre os indiciados, pois já responde a outras acusações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. A Polícia Federal afirma que Corrêa atuou para dificultar as investigações, o que é negado por sua defesa.
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