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MP investiga esquema de propinas envolvendo Ultrafarma e outras varejistas

Ministério Público investiga novas empresas do varejo em esquema de corrupção que pode ter movimentado R$ 1 bilhão em propinas

Integrantes do Ministério Público de São Paulo falam sobre a Operação Ícaro, que investiga esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda de SP (Foto: Heitor Mazzoco/VEJA)
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  • O Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Ícaro, resultando na prisão de Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop.
  • A operação investiga um esquema de corrupção que pode ter movimentado R$ 1 bilhão em propinas para auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do estado.
  • Auditores, liderados por Artur Gomes da Silva Neto, são acusados de facilitar o ressarcimento de créditos de ICMS em troca de pagamentos ilegais.
  • Durante a operação, foram apreendidos R$ 1,8 milhão em dinheiro e R$ 10 milhões em criptomoedas. Outras empresas do varejo, como Kalunga e o Grupo Nós, também estão sendo investigadas.
  • A investigação continua com a análise de documentos e e-mails apreendidos, visando identificar a extensão do esquema e outros envolvidos.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou a Operação Ícaro, resultando na prisão de Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e de Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop. A operação investiga um esquema de corrupção que pode ter movimentado R$ 1 bilhão em propinas para auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do estado.

Os auditores, liderados por Artur Gomes da Silva Neto, são acusados de facilitar o ressarcimento de créditos de ICMS em troca de pagamentos ilegais. A investigação revelou que os valores de propina eram disfarçados como serviços prestados pela empresa Smart Tax, registrada em nome da mãe de Gomes, uma professora aposentada. O patrimônio dela saltou de R$ 411 mil em 2021 para R$ 2 bilhões em 2024.

Durante a operação, foram apreendidos R$ 1,8 milhão em dinheiro e R$ 10 milhões em criptomoedas. Além de Ultrafarma e Fast Shop, outras empresas do varejo, como Kalunga e o Grupo Nós, que opera as lojas Oxxo, também estão sob investigação. O promotor de Justiça Roberto Bodini afirmou que a quebra de sigilo foi essencial para identificar pagamentos ilegais.

Desdobramentos da Investigação

Os auditores manipulavam processos administrativos para acelerar a liberação de créditos tributários, oferecendo vantagens indevidas às empresas que pagavam propina. A Smart Tax atuava como uma empresa de fachada, sem funcionários, e foi utilizada para movimentar grandes quantias em dinheiro. A investigação ainda está em andamento, com a expectativa de que mais empresas e indivíduos sejam implicados.

O MP-SP está analisando documentos e e-mails apreendidos, que podem revelar a extensão do esquema. A Secretaria da Fazenda instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta dos servidores envolvidos e reafirmou seu compromisso com a ética. A Fast Shop declarou estar colaborando com as autoridades, enquanto a Ultrafarma não se manifestou sobre as acusações.

As prisões e as revelações da Operação Ícaro levantam sérias questões sobre a integridade do sistema de fiscalização tributária em São Paulo, evidenciando a necessidade de reformas para prevenir fraudes e garantir a transparência no processo de concessão de créditos tributários.

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