- Paulo Figueiredo, neto do último presidente da ditadura militar no Brasil, João Baptista Figueiredo, defende o legado de seu avô.
- Ele nega diferenças em sua postura atual nos Estados Unidos, após reportagem da Folha de S.Paulo.
- Figueiredo critica intervenções militares e destaca a importância das relações com o presidente americano Ronald Reagan.
- Atualmente, ele colabora com Eduardo Bolsonaro em ações contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e busca sanções ao Brasil.
- O governo Lula vê essa atuação como chantagem para garantir a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Neto do último presidente da ditadura militar no Brasil, Paulo Figueiredo defende o legado de seu avô, João Baptista Figueiredo, e nega diferenças em sua postura atual nos Estados Unidos. Ele se manifestou após uma reportagem da Folha de S.Paulo que apontou divergências entre sua atuação e a política externa do ex-presidente, que foi marcada por um pragmatismo e uma postura avessa a interferências externas.
Paulo Figueiredo afirmou que a comparação é equivocada, ressaltando que seu avô tinha deveres institucionais e criticou intervenções militares, como a do Afeganistão. Ele destacou que Figueiredo manteve relações próximas com o presidente americano Ronald Reagan, que foram fundamentais para a renegociação da dívida externa do Brasil e apoio em diversas áreas. “Meu compromisso é dar continuidade ao legado do meu avô na defesa intransigente da democracia e da liberdade,” declarou.
Atualmente, Paulo Figueiredo tem colaborado com Eduardo Bolsonaro em ações contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e busca sanções ao Brasil. Essa atuação é vista pelo governo Lula como uma forma de chantagem para garantir a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Recentemente, um aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros foi atribuído à sua interlocução com a Casa Branca, evocando um histórico de tensões comerciais entre os dois países.
A política externa de João Figueiredo, que incluiu a Lei da Anistia de 1979, é lembrada por sua defesa da liberdade e pela busca de um retorno à democracia. Paulo Figueiredo se posiciona como um defensor desse legado, enfatizando a importância da continuidade das ideias de seu avô em um contexto contemporâneo.
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