- A Polícia Civil do Amapá prendeu sete homens, incluindo cinco policiais militares, por envolvimento na morte de oito garimpeiros.
- As prisões ocorreram em Macapá e Laranjal do Jari.
- As vítimas foram atacadas após serem confundidas com criminosos que teriam cometido um roubo na região.
- Um sobrevivente escapou e relatou que os garimpeiros foram surpreendidos no porto durante o retorno do garimpo.
- Os corpos foram encontrados em locais distintos, e a polícia investiga se houve tortura antes dos assassinatos.
A Polícia Civil do Amapá prendeu sete homens, incluindo cinco policiais militares, por envolvimento na morte de oito garimpeiros em uma área de garimpo ilegal na divisa com o Pará. As prisões ocorreram em Macapá e Laranjal do Jari, e os suspeitos passarão por audiência de custódia nesta quarta-feira, 13.
As vítimas, que eram parte de um grupo de nove garimpeiros, foram atacadas após serem confundidas com criminosos que teriam cometido um roubo na região. Apenas um integrante sobreviveu ao ataque, pois não estava presente no momento da execução. A investigação aponta que os garimpeiros foram surpreendidos por pessoas que os aguardavam no porto, enquanto retornavam do garimpo.
Os corpos foram encontrados em locais distintos, entre áreas de floresta e no rio Jari. A polícia investiga se houve sinais de tortura antes dos assassinatos e aguarda o laudo da necropsia. As vítimas eram trabalhadores sem vínculos com atividades criminosas, atuando principalmente em garimpos e na intermediação de terras.
Contexto do Caso
No dia 1º de outubro, o grupo de garimpeiros saiu do Amapá em direção a uma área de garimpo ilegal, onde planejavam negociar terras. Durante o retorno, eles usaram internet via satélite para informar suas famílias que estavam a caminho de Laranjal do Jari, mas logo perderam contato. As famílias, preocupadas, procuraram a delegacia, e no dia seguinte, as caminhonetes do grupo foram encontradas incendiadas.
As buscas, que envolveram forças policiais dos dois estados, resultaram na localização dos corpos. O único sobrevivente relatou ter se escondido na mata até conseguir ajuda. As investigações continuam, com a polícia cumprindo mandados de busca e apreensão para identificar outros possíveis envolvidos no crime.
Entre na conversa da comunidade