- A presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, afirmou que o governo não se opõe a intervenções de Roger Federer e Gianni Infantino nas negociações comerciais com os Estados Unidos.
- A declaração foi feita após a imposição de uma taxa de importação de 39% sobre produtos suíços.
- Keller-Sutter destacou que a participação de personalidades conhecidas poderia facilitar o diálogo, embora não seja uma estratégia oficial.
- A presidente considerou a tarifa injustificada e pediu sua redução, ressaltando que as empresas suíças investem significativamente nos Estados Unidos.
- As negociações devem ser conduzidas pelo governo suíço, com a esperança de um acordo até outubro.
A presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, afirmou que o governo não se opõe a intervenções de figuras como o tenista Roger Federer e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, nas negociações comerciais com os Estados Unidos. A declaração surge após a imposição de uma alta taxa de importação de 39% sobre produtos suíços, uma das mais elevadas sob a administração de Donald Trump.
Keller-Sutter comentou que, embora não seja uma estratégia oficial, a participação de personalidades conhecidas poderia facilitar o diálogo. “Se personalidades que o conhecem conversarem com ele, não seremos contra”, disse ao canal Tele Zueri. A presidente também destacou que as negociações devem ser conduzidas pelo governo suíço, mas expressou esperança de que um acordo possa ser alcançado até outubro.
A taxa de importação, que entrou em vigor na semana passada, pegou a Suíça de surpresa. Políticos suíços sugeriram Infantino como um canal informal para se comunicar com Trump, especialmente após a presença do presidente americano na final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA em julho. A presidente ressaltou que a Suíça não pagará “nenhum preço” para resolver a situação, referindo-se a um acordo anterior que foi descartado por Trump.
Keller-Sutter enfatizou que a tarifa é injustificada e deve ser reduzida, uma vez que as empresas suíças têm investido significativamente nos Estados Unidos. “Não pode ser que, para simplificar, nós simplesmente paguemos, pioremos nossa situação comercial e ainda tenhamos altas taxas alfandegárias”, afirmou. A presidente reconheceu que a Suíça, sendo um país pequeno, tem uma margem de manobra limitada nas negociações.
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