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Tarija se destaca como novo bastião de oposição a Evo Morales na Bolívia

Eleições na Bolívia podem redefinir cenário político e econômico em meio a crise e insatisfação popular crescente com o governo atual

Comitê de campanha do candidato Samuel Medina em Tarija, na Bolívia, empresário dono da rede de lanchonetes Burger King é o favorito segundo as pesquisas (Foto: Douglas Gavras - 12.ago.25/Folhapress)
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  • A Bolívia se prepara para eleições presidenciais no próximo domingo (17) em meio a uma crise econômica, com inflação de cerca de 25% e descontentamento popular.
  • O presidente da República, Luis Arce, não buscará reeleição, e a divisão na esquerda, após o rompimento com Evo Morales, fragiliza o Movimento ao Socialismo (MAS).
  • Samuel Doria Medina, candidato da Aliança Unidade, lidera as intenções de voto em Tarija, com 37,5%, seguido por Jorge “Tuto” Quiroga com 18,9% e Andrónico Rodríguez com 5,6%.
  • A crise econômica, agravada pela escassez de dólares e alimentos, tem gerado violência e bloqueios de estradas, refletindo a necessidade de mudança entre os eleitores.
  • Medina e Quiroga prometem reformas econômicas, enquanto o MAS tenta se reerguer em um cenário adverso, com risco de perder apoio em regiões tradicionais.

A Bolívia se prepara para eleições presidenciais em meio a uma crise econômica severa, marcada por inflação de cerca de 25% e crescente insatisfação popular. O pleito, agendado para o próximo domingo (17), ocorre em um cenário de descontentamento com o governo do presidente Luis Arce, que não buscará reeleição. A divisão na esquerda, após o rompimento entre Arce e Evo Morales, tem contribuído para a fragilidade do Movimento ao Socialismo (MAS), que pode enfrentar sua maior derrota desde 2006.

Samuel Doria Medina, candidato da Aliança Unidade, lidera as intenções de voto em Tarija, onde 37,5% dos eleitores afirmam que votarão nele, segundo pesquisa Ipsos-Ciemori. O ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga aparece em segundo lugar com 18,9%, enquanto o esquerdista Andrónico Rodríguez, antes considerado herdeiro político de Evo, tem apenas 5,6%. Tarija, que já foi um bastião do MAS, mostra sinais de uma guinada à direita, refletindo a vontade de mudança da população.

A crise econômica, exacerbada pela escassez de dólares e alimentos, tem gerado episódios de violência e bloqueios de estradas. Os tarijeños, como o taxista Martín Vargas, expressam a necessidade de mudança, mesmo que os candidatos não sejam carismáticos. A cidade, que se destaca pela produção de vinho e turismo, também enfrenta desafios, como a dependência das exportações de gás natural, que têm diminuído.

A campanha eleitoral se intensifica, com Medina e Quiroga prometendo reformas econômicas, incluindo a privatização de empresas e a abertura do setor de recursos naturais para investidores estrangeiros. O MAS, por sua vez, tenta se reerguer, mas enfrenta um cenário adverso, com a possibilidade de perder apoio em regiões onde tradicionalmente era forte. A expectativa é alta para as eleições, que podem redefinir o futuro político e econômico da Bolívia.

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