- O general Mário Fernandes, ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência de Jair Bolsonaro, revelou ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalhes do plano “Punhal Verde e Amarelo”.
- O plano previa assassinatos de líderes políticos e ministros, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes.
- Fernandes alegou que as ideias eram apenas “pensamentos digitalizados”, mas documentos e depoimentos confirmam a intenção de golpe.
- O coronel Flávio Peregrino, assessor do general Braga Netto, afirmou que as ações visavam manter Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições.
- A movimentação de uma tropa de elite do Exército foi registrada em ações de vigilância sobre os alvos do plano, revelando um clima de terror entre os conspiradores.
General Mário Fernandes, ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência de Jair Bolsonaro, revelou ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalhes do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa assassinatos de líderes políticos e ministros. Em seu depoimento, ele alegou que as ideias eram apenas “pensamentos digitalizados”, mas documentos e testemunhos confirmam a intenção de golpe.
O plano incluía alvos como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. O coronel Flávio Peregrino, assessor do general Braga Netto, um dos autores intelectuais do golpe, afirmou que as ações visavam ajudar Bolsonaro a se manter no poder após sua derrota nas eleições. Ele descreveu as ideias como fruto da liberdade de expressão, mas as evidências coletadas pela Polícia Federal contradizem essa defesa.
A movimentação dos “kids pretos”, uma tropa de elite do Exército, foi registrada em ações de vigilância sobre os alvos do plano. Imagens do ministro Gilmar Mendes, por exemplo, foram capturadas em Lisboa, demonstrando que ele estava sendo seguido. Essa tentativa de desviar a responsabilidade por meio de justificativas frágeis revela um padrão de comportamento entre os envolvidos.
O filósofo Eduardo Giannetti, em seu livro “Imortalidades”, discute a ambição humana pela imortalidade e critica a ideia de que pensamentos possam ser digitalizados e preservados. Os “pensamentos digitalizados” dos acusados, no entanto, se tornaram provas concretas de suas intenções, garantindo que suas ações não sejam esquecidas. A busca por soluções “dentro das quatro linhas da Constituição” para a permanência de Bolsonaro no poder é evidenciada por reuniões e documentos que refletem um clima de terror e desespero entre os conspiradores.
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